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FII Summit: veja tudo o que rolou no segundo dia de evento. Hoje tem mais, não perca!

FII Summit: veja tudo o que rolou no segundo dia de evento. Hoje tem mais, não perca!

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:54 · Última atualização: 07 Jun 2022 · 9 min leitura

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:54 · 9 min leitura
Última atualização: 07 Jun 2022

FII Summit 2022

O segundo dia de FII Summit, maior evento da América Latina sobre fundos imobiliários (FIIs), trouxe insights sobre onde estão as melhores oportunidades do momento e as boas perspectivas de retomada, especialmente para 2023.

Você confere tudo aqui!

E não deixe de aproveitar o que mais o evento tem para ensinar: o FII Summit segue até sexta-feira (3). Não perca!

Perspectivas para o setor

Para discutir as “Perspectivas do setor imobiliário brasileiro pós-pandemia”, foram recebidos pelo apresentador Luiz Razia os convidados Juliano Custodio, CEO da EQI Investimentos; Giancarlo Nicastro, CEO da Siila; e Fernando Crestana, responsável pelos Fundos de Produção de Renda Imobiliária do BTG Pactual.

No bate-papo, as indicações de onde estão as melhores oportunidades do momento para os investidores e as boas perspectivas de retomada, especialmente para 2023.

Desde 2020, em consequência da pandemia de coronavírus, o mercado de Fundos Imobiliários foi atingido de maneiras diversas.

Shoppings, hotéis e lajes corporativas sentiram o impacto da queda na circulação de pessoas, ao passo que os chamados fundos de galpões ganharam impulso inédito, graças ao avanço acelerado do e-commerce.

E os chamados fundos de papel ou fundos de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) –  vinculados a dívidas de financiamento imobiliário e, portanto, favorecidos pela alta da Selic para conter a inflação – chamaram a atenção por conseguirem repassar altos dividendos a seus cotistas.

Como consequência, o que se tem hoje são fundos de logística e de CRIs como as grandes “estrelas” do mercado. Mas há bons FIIs de tijolo sendo vendidos a preços bastante descontados.

E a boa notícia reside exatamente aí: o momento é bom para entrada nesses fundos.

“Os CRIs de papel, sem dúvida, são os ‘vencedores’ da pandemia. Mas vencedor mesmo vai ser quem comprar os fundos de tijolos na hora certa”, diz Juliano Custodio.

Clique aqui para conferir o painel.

FII Summit dia 2 foto

Desafios ao amadurecimento da indústria de FIIs

Sérgio Belleza, o nome por trás do primeiro fundo de investimento imobiliário do país, e mais os especialistas Professor Baroni e Arthur Vieira discutiram os desafios da indústria de FIIs

Depois de quase 30 anos da criação do primeiro Fundo Imobiliário do Brasil, é possível ver um imenso avanço na indústria. Mas ainda há o que ser feito. 

“Os números que vemos hoje em dia são fabulosos, com 1,6 milhão de investidores, e me atrevo a falar que o número de investidores em FIIs irá ultrapassar o de investidores em ações”, afirma Sérgio Belleza, criador do primeiro FII do Brasil. 

Clique aqui e confira como foi o bate-papo. 

FII-Summit: painel amadurecimento da indústria

Bom momento para comprar FIIs?

Ettore Marchetti, CEO da EQI Asset recebeu Rodrigo Medeiros, fundador do Desmistificando FIIs;  Anderson Lueders, sócio e co-gestor da Real Investor; e Daniel Nigri, do Dia de Hoje, para debater se o momento atual é bom para comprar FIIs.

Com taxa de juros alta, mundo em recuperação de uma pandemia, guerra no leste europeu, inflação global e eleições polarizadas no Brasil à vista, o cenário pode não parecer o melhor para investimentos em renda variável. 

No entanto, apontam os especialistas, o investidor deve enxergar sempre além, no longo prazo, e entender que a crise atual é explicada, em grande parte, pelo curso natural de um ciclo econômico. E que, em breve, passada a fase de recessão, a taxa de juros tende a cair e o Produto Interno Bruto (PIB) crescer. 

“O ciclo econômico interfere muito no desempenho dos fundos. Mas, o investidor precisa entender que, hoje, é possível montar uma carteira defensiva, que navega bem em qualquer momento da economia”, diz Anderson Luerders. 

“O momento atual é excelente para comprar FIIs, justamente por ser um final de ciclo de alta. O cenário mais benigno para FIIs é quando os juros começam a cair. Então, o momento é excepcional. É imperdível fazer aporte”, complementa. 

Veja o que mais foi falado, clicando aqui

bom momento para comprar fiis: foto do painel do FII Summit

Revolução silenciosa da logística

Luis Moran, head da EQI Research; Rafael Fonseca, sócio, CFO e diretor de Relações com Investidores do Grupo Bresco; e Ilan Nigri, sócio da Vinci Partners, debateram a “Revolução Silenciosa e Permanente dos FIIs de Logística”.

A pandemia trouxe uma importante mudança de hábito no consumidor brasileiro, que passou a consumir de maneira online. Junto a ela, veio um relevante impulso para o setor de logística.

“Uma atividade de e-commerce ocupa duas, três vezes mais área locada do que um varejista tradicional com mesmo nível de faturamento. Então, o e-commerce é um grande impulsionador dos galpões logísticos. E foi o que aconteceu nos últimos dois anos”, afirma Fonseca.

O crescimento, entretanto, não tende a parar pós-pandemia.

“Vivemos dois anos intensos, obviamente por conta do impulso da pandemia. Mesmo sabendo que foram dois anos diferentes, vemos uma grande oportunidade de crescimento no setor”, complementa Nigri.

As razões para o forte crescimento esperado são, além do novo hábito de consumir pela internet do brasileiro, o fato de que os projetos de galpões logísticos envolvem muita burocracia, inclusive em questões ESG (de governança ambiental, social e corporativa).

Além disso, os galpões ainda estão muito concentrados no Sudeste, o que o mercado tende a corrigir nos próximos anos.

“Quem compra quer receber o produto no mesmo dia. E essa é a meta do mercado”, diz Fonseca.

“Muitas vezes, vale estar mais perto do seu destino final, mesmo que isso signifique uma locação mais alta, porque existem outros custos envolvidos, como o de transporte”, complementa.

Segundo ele, os locatários estão cada vez mais exigentes e usam muita tecnologia. Ou seja, há uma demanda crescente, por clientes sofisticados, mas que não encontram oferta disponível. Isso, obviamente, é refletido nos preços dos aluguéis.

Ilan Nigri calcula que nos próximos 5 anos, haverá uma demanda de 3,5 milhões de metros quadrados somente pelo segmento de e-commerce, em um crescimento de aproximadamente 20%.

Veja o painel na íntegra

FIIs: uma indústria em ebulição

O que o mercado de FIIs do Brasil perde na comparação com os mercados de países desenvolvidos? Na verdade, em nada, se analisarmos pela ótica de quem acredita no grande potencial que existe nas terras brasileiras.

Investidores atentos sabem que é uma questão de tempo até que novas classes de ativos e a expansão de serviços especializados para além das praças tradicionais conquistem espaço entre os players da indústria de fundos imobiliários.

Foi para falar sobre essa verdadeira indústria em ebulição que o FII Summit recebeu Celina Vaz, sócia de relações com investidores da BlueMacaw e Silvia Benvenuti, head de fundos alternativos da BV Asset.

Ainda não temos a mesma exuberância do mercado externo, diz Silvia Benve. Ainda assim, a indústria é resiliente.

“O ano é difícil e eventos recentes acontecidos na indústria, como a discussão da tributação dos fundos e da contabilização dos dividendos, trouxeram muita volatilidade. Contudo, o crescimento que tivemos em investimentos em FIIs em 2022 prova que essa é uma indústria resiliente”, diz Celina Vaz. 

Veja a cobertura completa. 

O Grande Ganhador da Pandemia: uma visão dos fundos de papel

Seriam os fundos de papel ou fundos de CRI os grandes vencedores da pandemia? Na opinião dos convidados do FII Summit, os fundos de recebíveis imobiliários foram, sim, a “bola da vez”.

“Os CRIs cumpriram a missão de se aproximar de fundo de renda fixa, de crédito privado, que tem performance melhor nesse momento de estresse”, resume Rafael Selegatto, sócio responsável pela gestão e análise de crédito na Iridium.

“Apesar de ser um ativo de equity, ele se aproxima muito da renda fixa, sempre atrelado ao CDI e à inflação. Quando você fala de fundo de tijolo, é equity puro. Então, tem mais dinâmica de fundo de ações do que renda fixa. E esse cenário de juros altos e inflação alta fez com que esses fundos performassem melhor e sofressem bem menos”, avalia.

Veja mais sobre o painel aqui

fii-summit-CRI: foto do evento

E ainda teve muito mais…

Assista tudo aqui. 

O que você verá amanhã…

Programação FII Summit dia 3
A retomada das Criptos?
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