O euro hoje (20) opera em leve alta de 0,15%, cotado a R$ 5,8651 por volta das 9h55, com o mercado mais cauteloso em meio às novas tensões entre ps Estados Unidos e Irã ao longo do fim de semana.
O movimento ocorre em uma sessão marcada pela liquidez reduzida no Brasil, com muitos investidores emendando o feriado de Tiradentes desta terça-feira. Apesar do clima defensivo na Europa, o Ibovespa futuro avança 0,25%, aos 200.160 pontos.
O índice pan-europeu STOXX 600 opera em queda de 1,08% por volta das 9h55, com as principais praças do continente no vermelho. O DAX, da Alemanha, recua 1,39%, enquanto o FTSE MIB, de Milão, cai 1,4%. Em Paris, o CAC 40 perde 1,17%, e o londrino FTSE 100 registra baixa de 0,68%.
O desempenho reverte o otimismo observado na sexta-feira, quando o STOXX 600 saltou mais de 1% e garantiu o quarto avanço semanal consecutivo, depois que o Irã declarou que o Estreito de Ormuz permanecia aberto ao tráfego comercial.
Contudo, investidores acompanham com atenção uma possível nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, fator que pode comprometer o frágil cessar-fogo entre os dois países. O acordo, previsto para expirar na terça-feira, aumenta o nervosismo nos mercados.
Focus atualiza projeções
No front interno, o Boletim Focus divulgado nesta manhã pelo Banco Central mostrou queda nas projeções para o câmbio em todos os horizontes analisados. A mediana para o dólar ao fim de 2026 recuou de R$ 5,37 para R$ 5,30, enquanto a estimativa para 2027 passou de R$ 5,40 para R$ 5,35.
Para 2028 e 2029, as projeções cambiais também cederam. A expectativa para o dólar ao fim de 2028 caiu de R$ 5,46 para R$ 5,40, e a mediana para 2029 recuou de R$ 5,50 para R$ 5,45, reforçando o viés de moeda americana mais fraca no horizonte projetado pelos economistas.
No campo da atividade, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano subiu de 1,85% para 1,86%. As estimativas para 2027, 2028 e 2029 permaneceram inalteradas, em 1,8%, 2% e 2%, respectivamente.
Já as projeções para a Selic subiram em três dos quatro horizontes. A taxa esperada para o fim de 2026 passou de 12,5% para 13%, e a de 2027 foi de 10,5% para 11%. Para 2028, a mediana segue em 10%, enquanto a de 2029 avançou de 9,75% para 9,88%. O IPCA também teve piora, com a estimativa de 2026 subindo de 4,71% para 4,8% e a de 2027, de 3,91% para 3,99%.
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue em viagem ao exterior, agora na Alemanha. A liquidez nos mercados domésticos deve permanecer reduzida na sessão desta segunda-feira, em função da proximidade do feriado de Tiradentes.
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