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Payroll: EUA criam 315 mil postos de trabalho em agosto; consenso era de 300 mil

Payroll: EUA criam 315 mil postos de trabalho em agosto; consenso era de 300 mil

Osni Alves

Osni Alves

02 Set 2022 às 09:59 · Última atualização: 02 Set 2022 · 15 min leitura

Osni Alves

02 Set 2022 às 09:59 · 15 min leitura
Última atualização: 02 Set 2022

Imagem mostra a cidade de Nova York.

O payroll apontou a criação de 315 mil postos de trabalho nos EUA em agosto, acima do consenso, cuja projeção marcava 300 mil.

Trata-se da folha de pagamento não-agrícola divulgada pelo departamento de trabalho do governo dos Estados Unidos (EUA) na manhã desta sexta-feira (2).

O último relatório divulgado apontou a criação de 526 mil postos de trabalho em julho, volume revisado de 528 mil.

Além disso, o payroll mostra taxa de desemprego em 3,7%, sendo que a expectativa era de estabilidade em 3,5%.

Também mostra que o salário médio subiu 0,31% em agosto, na margem, ante previsão de 0,40%. Na base anual, a elevação foi de 5,20%, ante consenso de 5,3%.

Payroll dos EUA

De acordo com o relatório encaminhado ao mercado, com o dado principal indicando a criação de 315 mil postos de trabalho, a taxa de desemprego subiu para 3,7%, ou 0,2 p.p.

Na prática, o número de desempregados aumentou em 344 mil, para 6,0 milhões. Em julho, essas medidas haviam retornado aos seus níveis em fevereiro de 2020, antes da pandemia do novo coronavírus.

Entre os principais grupos de trabalhadores, as taxas de desemprego para homens adultos (3,5%) e os hispânicos (4,5%) subiram em agosto.

As taxas de desemprego para mulheres adultas (3,3%), adolescentes (10,4%), brancos (3,2%), negros (6,4%) e asiáticos (2,8%), mostrou pouca mudança ao longo do mês.

Entre os desempregados, o número de desempregados permanentes aumentou em 188.000 para 1,4 milhões em agosto.

O número de pessoas em demissão temporária permaneceu praticamente inalterado em 782.000.

Já o número de desempregados de longa duração (desempregados por 27 semanas ou mais) foi pouco alterado em 1,1 milhão em agosto.

Os desempregados de longa duração representavam 18,8% de todos as pessoas desempregadas.

A taxa de participação na força de trabalho aumentou 0,3 ponto percentual no mês para 62,4%, mas está 1,0 ponto percentual abaixo do nível de fevereiro de 2020.

O emprego-proporção da população foi pouco alterada em 60,1% em agosto e permanece 1,1 p.p. abaixo do valor de fevereiro de 2020.

Gráfico mostra criação de empregos nos EUA em agosto.
Tá, e aí?Stephan F. Kautz, economista-chefe da EQI Asset

A EQI Asset estimava uma geração de empregos na casa dos 225 mil, segundo o economista-chefe Stephan F. Kautz.

Para ele, era esperado que o setor de serviços reportasse alguma moderação, mas se mostrou ainda gerando um elevado número de vagas.

Também disse que, no entanto, a taxa de desemprego subiu para 3,7%, e chama a atenção o fato de que a taxa de participação tenha um incremento importante.

Isso mostra que tem mais pessoas procurando emprego nos EUA, elencou, e esse movimento está relacionado à classe de renda e nível educacional, ou seja, pessoas com renda menor e nível educacional menor sentiram o impacto dos repasses sociais, com a inflação comendo toda a renda e toda a poupança.

“Com a volta das pessoas ao mercado de trabalho, a pressão por aumento de salário diminui, por haver mais oferta de trabalho para uma mesma demanda. Vale ressaltar que para o banco central americano, o que importa são as pressões de salário, então, se você gerar pleno emprego e não tiver aumento de salário, a priori, para o BC pouco importa. Mas, se você gera reajustes fortes de salários, acaba gerando pressões inflacionárias, e aí sim a autoridade monetária tem que agir”, explicou.

E concluiu: “então, se a gente tiver uma moderação nessas pressões salariais, pode ser um sinal para o Fed de algum conforto para o próximo ano.”

Número de pessoas empregadas

Ainda de acordo com o levantamento, o número de pessoas empregadas a tempo parcial por razões económicas foi pouco alterado em 4,1 milhões em agosto.

Esses indivíduos, que teriam preferido um emprego em tempo integral, eram trabalhando meio período porque suas horas foram reduzidas ou não conseguiram encontrar empregos de tempo.

O número de pessoas fora da força de trabalho que atualmente querem um emprego diminuiu em 361.000 para 5,5 milhões em agosto.

Esta medida permanece acima de seu nível de fevereiro de 2020 de 5,0 milhão. Esses indivíduos não foram contados como desempregados porque não estavam ativamente procurando trabalho durante as 4 semanas anteriores à pesquisa ou não estava disponível para trabalho.

Entre aqueles que não estavam na força de trabalho e queriam um emprego, o número de pessoas marginalmente ligados à força de trabalho, em 1,4 milhão, pouco mudou em agosto.

Esses indivíduos queriam e estavam disponíveis para trabalhar e procuraram emprego em algum momento da 12 meses anteriores, mas não procurou trabalho nas 4 semanas anteriores à pesquisa.

Trabalhadores desencorajados, um subconjunto dos marginalizados que acreditavam que nenhum emprego estava disponível para eles, eram 366.000 em agosto, pouco alterados em relação ao mês anterior.

Dados Suplementares da Pesquisa Domiciliar

O departamento de trabalho elencou, também, que em agosto 6,5% dos ocupados fizeram teletrabalho por causa da pandemia de coronavírus, abaixo dos 7,1% no mês anterior.

Estes dados referem-se a pessoas empregadas que teletrabalhou ou trabalhou em casa remunerado em algum momento nas 4 semanas anteriores à pesquisa especificamente por causa da pandemia.

Em agosto, 1,9 milhão de pessoas informaram que não conseguiam trabalhar porque seu empregador fechou ou perdeu negócios devido à pandemia – ou seja, eles não trabalharam ou trabalhou menos horas em algum momento nas 4 semanas anteriores à pesquisa devido à pandemia.

Esta medida está abaixo dos 2,2 milhões no mês anterior. Entre os que relataram em agosto que eles não puderam trabalhar por causa de fechamentos relacionados à pandemia ou perda de negócios, 21,5% receberam pelo menos algum pagamento de seu empregador pelas horas não trabalhadas, pouco diferente do mês anterior.

Entre os que não estavam na força de trabalho em agosto, 523.000 pessoas foram impedidas de procurar para o trabalho devido à pandemia, pouco mudou em relação ao mês anterior. (Para ser contado como desempregados, por definição, os indivíduos devem estar procurando ativamente por trabalho ou em demissão temporária.)

Produção industrial cresce 0,6% em julho, aponta IBGE

Em julho de 2022, a produção industrial nacional subiu 0,6% frente a junho, na série com ajuste sazonal. Em relação a julho de 2021, na série sem ajuste, a indústria recuou 0,5%, segunda taxa negativa seguida nessa comparação. No ano, a indústria acumula queda de 2,0% e, em 12 meses, o acumulado foi recuo de 3,0%.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados na manhã desta sexta-feira (2).

Conforme a autarquia, o resultado de julho elimina o recuo de 0,3% verificado no mês anterior, quando interrompeu quatro meses consecutivos de resultados positivos e que acumularam expansão de 1,9%.

Também disse que duas das quatro grandes categorias econômicas e dez dos 26 ramos pesquisados tiveram alta na produção.

Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 0,8% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

IBGE: produção industrial

Ainda de acordo com o IBGE, entre as atividades as influências positivas mais importantes foram assinaladas por produtos alimentícios (4,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%) e indústrias extrativas (2,1%).

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (10,0%), de metalurgia (2,0%), de celulose, papel e produtos de papel (2,1%) e de outros equipamentos de transporte (5,0%).

Por outro lado, entre as dezesseis atividades que apontaram redução na produção, máquinas e equipamentos (-10,4%), outros produtos químicos (-9,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,7%) exerceram os principais impactos em julho de 2022.

Segmentos

Vale destacar também os recuos nos ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-22,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-7,8%), de produtos de metal (-3,9%), couro, artigos para viagem e calçados (-5,6%), de produtos de madeira (-7,2%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens intermediários (2,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,6%) assinalaram as taxas positivas em julho de 2022. Com esses resultados, a primeira eliminou a perda de 2,2% acumulada nos meses de maio e junho de 2022; e a segunda voltou a crescer após recuar 0,9% no mês anterior.

Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo duráveis (-7,8%) e de bens de capital (-3,7%) recuaram nesse mês, com a primeira interrompendo dois meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou avanço de 10,2%; e a segunda intensificando a queda de 1,9% registrada no mês anterior

Média móvel trimestral

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria teve variação positiva de 0,2% no trimestre encerrado em julho de 2022 frente ao mês anterior, após as taxas positivas em junho (0,1%), maio (0,4%) e abril (0,5%) últimos.

Entre as grandes categorias econômicas, os resultados positivos nesse mês vieram de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%), bens de consumo duráveis (0,5%) e bens de capital (0,4%), com o primeiro avançando pelo segundo mês seguido, mas com intensidade menor que em junho (0,8%); o segundo permanecendo na trajetória ascendente iniciada em março de 2022; e o terceiro eliminando parte da queda de 0,8% em junho último. O setor de bens intermediários teve variação nula (0,0%), após recuar 0,5% em junho, quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em novembro de 2021.

Frente a julho de 2021, a indústria recua 0,5%

Na comparação com igual mês de 2021, o setor industrial recuou 0,5% em julho de 2022, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 47 dos 79 grupos e 56,0% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que julho de 2022 (21 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (22).

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria vieram de outros produtos químicos (-9,9%), máquinas e equipamentos (-9,3%), indústrias extrativas (-3,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-13,0%) e produtos de metal (-9,2%).

Vale destacar também as contribuições negativas dos ramos de produtos de minerais não metálicos (-4,8%), de produtos de madeira (-13,3%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-7,7%), de metalurgia (-2,7%), de móveis (-14,8%), de produtos têxteis (-10,0%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,7%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-10,1%).

Atividades pesquisadas

Por outro lado, ainda em relação a julho de 2021, entre as dez atividades em alta, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (8,6%) e produtos alimentícios (4,3%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria.

Outros impactos positivos importantes foram registrados por bebidas (12,7%), celulose, papel e produtos de papel (10,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,0%), couro, artigos para viagem e calçados (6,7%) e outros equipamentos de transporte (7,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda no confronto com julho de 2021, bens de capital (-5,8%) teve a queda mais acentuada entre as grandes categorias econômicas. O setor produtor de bens de consumo duráveis (-0,8%) também recuou, enquanto bens intermediários mostrou variação nula (0,0%). Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (0,8%) apontou a única taxa positiva entre as grandes categorias econômicas.

Setores

O setor de bens de capital caiu 5,8% em julho de 2022 frente a igual período de 2021, interrompendo dois meses de alta nessa comparação. O segmento foi influenciado, principalmente, pela queda em bens de capital para fins industriais (-16,6%). Os demais resultados negativos foram de bens de capital para equipamentos de transporte (-2,2%), agrícolas (-6,2%) e de uso misto (-2,2%). Por outro lado, os impactos positivos vieram de bens de capital para energia elétrica (24,8%) e para construção (12,6%).

Bens de consumo duráveis recuou 0,8%, após avançar 2,3% em junho, quando interrompeu onze meses de taxas negativas nessa comparação. O setor foi pressionado pelas quedas na fabricação de eletrodomésticos da “linha marrom” (-15,3%) e da “linha branca” (-9,2%).

Vale citar também as quedas nos grupamentos de outros eletrodomésticos (-20,0%) e de móveis (-18,7%). Por outro lado, os principais impactos positivos vieram de automóveis (15,5%) e de motocicletas (10,4%).

Ainda no confronto com igual mês de 2021, o segmento de bens intermediários mostrou variação nula (0,0%) em julho de 2022, após as taxas negativas em junho (-1,8%) e maio (-0,9%). O resultado desse mês foi explicado pelos recuos nas atividades de outros produtos químicos (-9,8%), indústrias extrativas (-3,8%), produtos de metal (-8,7%), produtos de minerais não metálicos (-5,0%), máquinas e equipamentos (-10,2%), metalurgia (-2,7%), produtos de borracha e de material plástico (-2,5%) e produtos têxteis (-5,4%), enquanto as pressões positivas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (11,6%), produtos alimentícios (5,8%), celulose, papel e produtos de papel (11,3%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (7,5%). Ainda nessa categoria, vale citar os resultados dos insumos típicos para construção civil (-6,6%) e de embalagens (1,4%).

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis cresceu 0,8% em julho de 2022 frente a igual período do ano anterior, quarto resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, mas o menos intenso dessa sequência. O desempenho positivo nesse mês foi explicado pelos avanços dos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (3,7%) e de carburantes (2,1%). Por outro lado, houve quedas nos grupamentos de semiduráveis (-4,3%) e de não duráveis (-2,4%).

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis cresceu 0,8% em julho de 2022 frente a igual período do ano anterior, quarto resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, mas o menos intenso dessa sequência. O desempenho positivo nesse mês foi explicado pelos avanços dos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (3,7%) e de carburantes (2,1%). Por outro lado, houve quedas nos grupamentos de semiduráveis (-4,3%) e de não duráveis (-2,4%).

Grandes categorias

No índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou queda de 2,0%, com resultados negativos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 62,5% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por produtos de metal (-11,7%), indústrias extrativas (-3,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-13,3%), produtos de borracha e de material plástico (-8,7%) e metalurgia (-5,0%). Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), de produtos têxteis (-14,6%), de móveis (-19,1%), de produtos de minerais não metálicos (-5,1%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-8,2%) e de máquinas e equipamentos (-2,5%).

Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-julho de 2021, entre as sete atividades que apontaram expansão na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (10,0%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria. Outros impactos positivos importantes foram registrados por bebidas (4,2%), produtos alimentícios (0,9%) e celulose, papel e produtos de papel (2,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os sete primeiros meses de 2022 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-10,2%), pressionada, em grande parte, pelas reduções verificadas na fabricação de eletrodomésticos da “linha branca” (-20,0%) e da “linha marrom” (-13,0%) e de automóveis (-4,1%). Os segmentos de bens intermediários (-1,7%), bens de capital (-1,6%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) também recuaram, embora menos do que a média da indústria (-2,0%).

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