As vendas no varejo brasileiro fecharam o mês de julho com queda de 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o ICVA.
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O Índice Cielo do Varejo Ampliado, divulgado nesta segunda-feira (17), mostrou que a pandemia de coronavírus segue impactando negativamente a economia do País.
De acordo com o relatório, no entanto, mesmo com o recuo, há de se comemorar o fato deste ter sido o terceiro mês seguido de recuperação do setor do varejo brasileiro.

“Mesmo sendo difícil prever a evolução da pandemia, os números sugerem que, em termos de impacto no comércio, o pior da crise já passou”, comentou Gabriel Mariotto, superintendente-executivo de Inteligência da Cielo.
“Notamos, como destaque, alguma recuperação em setores de serviços, como Alimentação em Bares e Restaurante e também Turismo e Transportes, ainda que continuem apresentando uma queda bem maior que a média dos demais setores, já que foram mais afetados pelo isolamento social”, completou.
O executivo pontou também que, em termos nominais, que espelham a receita de vendas observada pelos varejistas, a queda no período foi um pouco menor: 18,6%.
A inflação no varejo
De acordo com o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho foi o mais alto para o mês dos últioms 4 anos, fechando o período em 0,36%.
Ao ponderar o IPCA pelos setores e pesos do ICVA, a inflação no varejo durante o mesmo mês de julho foi de 1,6%.
O bloco com maior aceleração de preços foi o de Serviços, seguido pelo de Bens Duráveis e Semiduráveis.
ICVA por região
Ao analisar o cenário por região, é possível constatar que em todas houve queda nas vendas em relação a julho de 2019.
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Segundo o ICVA deflacionado com ajuste de calendário, a maior retração no período foi observada na Região Sudeste: – 22,9% (ilustração abaixo).

Na sequência aparecem as regiões Nordeste (-21,5%), Sul (-19,5%), Centro-Oeste (-15,8%) e Norte (-4,9%).
É importante pontuar que nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste houve maior recuperação em relação ao mês anterior, enquanto as regiões Centro-Oeste e Sul diminuíram seu ritmo de recuperação.
“De fato, do ponto de vista da crise de saúde, estas duas regiões tinham relativamente menos casos e mortes por Covid-19. Mas no último mês apresentaram uma piora neste cenário, o que refletiu no comércio”, concluiu Mariotto.
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