As vendas no varejo no mês de agosto cresceram 1,9%, descontada a inflação, em comparação com o mesmo mês de 2020.
Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) registrou alta de 16,0%.
Efeitos do abrandamento de medidas de isolamento e o aumento no índice de preços são fatores que contribuíram positivamente para os valores observados pelo ICVA.
Em compensação, o mês de agosto de 2021 teve um sábado, dia forte para o comércio, a menos e uma terça-feira, data em que a movimentação do comércio é menor, a mais que no mesmo mês de 2020.
Ajustando os efeitos de troca de dias, houve crescimento nominal de 16,6% e, descontando a inflação, de 2,4% no faturamento de agosto de 2021 frente a agosto de 2020.
“O faturamento do varejo está em crescimento contínuo nos últimos meses, mesmo que com um ritmo menor. No entanto, esse resultado não está associado apenas à retomada da atividade comercial em todo o país. Em termos nominais, o Varejo está 1,4% acima do patamar de 2019, porém, desconsiderando os efeitos inflacionários do período, ainda está 13,5% abaixo, indicando que ainda há espaço para continuar a retomada das vendas.”, afirma Pedro Lippi, Head de Inteligência da Cielo.

Inflação tem alta de 9,6%
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, apontou alta de 9,68% no acumulado dos últimos 12 meses, com alta de 0,87% em agosto.
Os reajustes no preço dos combustíveis foram as principais causas do aumento do índice.
Ao ponderar o IPCA pelos setores e pesos do ICVA, a inflação no varejo ampliado foi de 13,9%, acelerando em relação ao índice registrado no mês anterior.
Supermercados impulsionam aceleração
Descontada a inflação e com o ajuste de calendário, o macrossetor de Bens Não Duráveis sofreu aceleração na passagem mensal, enquanto Bens Duráveis e Semiduráveis e Serviços experimentaram desaceleração.
No macrossetor de Bens Não Duráveis, Supermercados e Hipermercados colaboraram para a aceleração.
No macrossetor de Bens Duráveis e Semiduráveis, o destaque para a desaceleração foi o segmento do Vestuário.
Já no macrossetor de Serviços, o segmento de Turismo e Transporte foi o principal responsável pela desaceleração.
Crescimento em todas as regiões
De acordo com o ICVA deflacionado e com ajuste de calendário, todas as regiões do país apresentaram crescimento em relação a agosto do ano passado.
A região Nordeste registrou alta de 3,2%, seguida do Sudeste (+3,1%), Norte (+2,6%), Centro-Oeste (+1,6%) e Sul (+1,0%).
Pelo ICVA nominal – que não considera o desconto da inflação – e com ajuste de calendário, a região Nordeste registrou aumento de 17,2% nas vendas. Na sequência aparecem: Sudeste (+17,1%), Norte (+16,2%), Centro-Oeste (+15,3%) e Sul (+15,1%).






