O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública com um pedido de intervenção judicial na Vale para garantir a segurança de barragens.
A ação, protocolada na 14ª Vara Cível, pede que um interventor judicial identifique, em 15 dias, os diretores e gestores das áreas de segurança interna que devem ser afastados da empresa.
A ação também pede a construção de um plano de reestruturação da governança da companhia e a suspensão de pagamento de dividendos ou juros sobre capital próprio até que fique comprovada a colaboração da Vale com as medidas propostas.
Defesa
A companhia afirmou, por meio de nota na manhã desta quinta-feira (12), que apresentará sua manifestação nos autos do processo. Informou ainda que “não foi citada do feito” e soube do ajuizamento da ação por meio de nota de imprensa.
Na nota, a Vale argumenta que as atuais práticas de gestão de suas estruturas minerárias refletem as melhores referências globais do setor e que implementou mudanças ao longo dos últimos 18 meses, desde o rompimento da barragem de Brumadinho, para fortalecer a segurança dos processos operacionais e de gestão de estruturas geotécnicas.
A companhia também elencou todas as medidas adotadas e disse que permanece firme no propósito “de reparar integralmente os danos causados” e afirmou que continuará a colaborar com o Ministério Público e com todas as investigações em curso.
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