A União Europeia (UE) anunciou que vai lançar um programa de investimento de € 37 bilhões, como forma de tentar diminuir o impacto econômico do novo coronavírus, disse na sexta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A informação é da Reuters.
A UE ainda vai procurar dar aos estados-membros flexibilidade em relação aos déficits orçamentários e aos auxílios estatais. O movimento visa especialmente conceder total flexibilidade de gastos à Itália, o país europeu até agora mais afetado pela crise.
Empresas da UE
A UE também tenta garantir até 8 € bilhões em empréstimos a 100 mil empresas afetadas direta ou indiretamente pelo Covid-19.
São empresas de turismo, varejo, transporte e outros setores em dificuldades.
“Estou convencida de que a União Europeia pode suportar esse choque”, disse ela. “Mas cada estado-membro precisa cumprir sua plena responsabilidade e a União Europeia como um todo precisa ser determinada, coordenada e unida”.
Recursos
Von der Leyen, porém, não forneceu detalhes sobre de onde viria o dinheiro prometido, informa a Reuters.
Na terça-feira, ela já havia anunciado um plano de investimento de € 25 bilhões, baseado exclusivamente nos fundos existentes da UE e já comprometidos com os estados-membros.
Já o vice-presidente da comissão do bloco, o letão Valdis Dombrovskis, disse que a margem de manobra oferecida aos estados sobre gastos não equivale a uma suspensão das regras fiscais da UE. Mas permitiria muito mais gastos e a possível interrupção dos compromissos orçamentários assumidos pelos governos da UE.
É uma precaução para que governos acabem gastando o que precisem no combate à epidemia.
Na tarde dessa sexta-feira (13), a Organização Mundial da Saúde disse que agora o epicentro da pandemia é a Europa, já que China e Coreia do Sul praticamente resolveram a questão em seus países, brecando o avanço do vírus.
LEIA MAIS
Gráficos mostram o impacto do coronavírus na economia e mercados