As taxas dos títulos do Tesouro Direto registram queda nesta quarta-feira (23) na comparação às oferecidas no fechamento da terça-feira (22).
A maioria dos títulos tiveram correções para cima, revertendo as quedas observadas ontem.
As maiores altas foram registradas nos títulos prefixados.
- Confira as variações do Tesouro hoje:
| Tesouro | Investimento Mínimo | Taxa (% a.a.) 22/09/2020 | Taxa (% a.a.) 23/09/2020 | Variação (p.p.) |
|---|---|---|---|---|
| Prefixado 2023 | R$ 36,17 | 4,48% | 4,55% | +0,07 |
| Prefixado 2026 | R$ 34,85 | 7,01% | 7,10% | +0,09 |
| Prefixado 2031 juros semestrais | R$ 35,83 | 7,51% | 7,51% | 0,00 |
| Selic 2025 | R$ 106,60 | 0,09% | 0,09% | 0,00 |
| IPCA + 2026 | R$ 56,72 | 2,69% | 2,72% | +0,03 |
| IPCA +2035 | R$ 37,37 | 4,02% | 4,02% | 0,00 |
| IPCA + 2045 | R$ 37,84 | 4,02% | 4,02% | 0,00 |
| IPCA + juros semestrais 2030 | R$ 40,72 | 3,32% | 3,33% | +0,01 |
| IPCA + juros semestrais 2040 | R$ 42,29 | 4,00% | 4,01% | +0,01 |
| IPCA + juros semestrais 2055 | R$ 44,52 | 4,24% | 4,22% | -0,02 |
Cenário
Os mercados estão em alta na manhã desta quarta-feira (23), ainda repercutindo os comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que disse ontem (22) que o governo dos Estados Unidos vai apoiar a economia “pelo tempo que for preciso”.
Da Europa vêm os resultados dos Índices dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês). A prévia do PMI industrial da zona do euro em setembro teve leitura de 53,7 pontos, acima da projeção de 51,9 e acima dos 51,7 de agosto. Leituras acima de 50 pontos apontam crescimento econômico e, abaixo, retração.
Já o PMI de serviços ficou em 47,6, abaixo da projeção de 50,5 (mesma leitura de agosto). Com isso, o PMI composto, que une industrial e de serviços, deve ficar em 50,1 no mês – a expectativa é por 51,7 (era 51,9 em agosto).
Para hoje, o destaque é a divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial de inflação no país.
Ontem, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reiterou sua resolução de manter a taxa Selic em 2%, após nove cortes consecutivos da taxa básica de juros.
Entre as indicações transmitidas ao mercado, foi sinalizado que a política monetária deve ser mantida como está pelos próximos meses. Isto porque reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços dos ativos.
Segundo o Copom, o cenário deve ser mantido sem novas alterações ainda por 2021 e, possivelmente, até 2022. Isto só muda se a inflação não seguir na trajetória desejada.





