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Tenda (TEND3) deve recuperar rentabilidade, diz BTG (BPAC11)

Tenda (TEND3) deve recuperar rentabilidade, diz BTG (BPAC11)

A Tenda (TEND3) possui uma perspectiva de curto prazo considerada difícil. Porém, há um plano para a recuperar a rentabilidade

A Tenda (TEND3) possui uma perspectiva de curto prazo considerada difícil. Porém, há um plano para a recuperar a rentabilidade. É o que avalia relatório do banco BTG Pactual (BPAC11). O preço-alvo é de R$ 40 por ação.

O banco esteve reunido com o CFO da Tenda, Marcos Pinheiro, de e Relações com Investidores, Álvaro Kaue, para discutir as perspectivas da empresa e do segmento de baixa renda.

Nessa reunião, os principais destaques foram: a Tenda aumentará os preços este ano na esperança de gerar valor para os acionistas, embora a velocidade de vendas deva diminuir; os custos de construção ainda estão subindo ligeiramente; o fluxo de caixa deve ser positivo este ano; a empresa tem como objetivo a securitização de recebíveis; os subsídios da CVA podem aumentar; e Alea está apresentando bom desempenho, com bom potencial de crescimento.

Tenda (TEND3): companhia poderá ter aumento de preços e meta de 34% para margem bruta

De acordo com o relatório BTG, a Tenda também estaria planejando aumentar os preços de venda este ano. Com meta de 34% de margem bruta. O objetivo é  criar mais valor para os acionistas, embora isso possa prejudicar a velocidade de vendas  – o crescimento do lançamento também pode ser mais lento).

Ainda de acordo com o banco, a companhia espera que as pressões de margem continuem. Mas a margem deve se recuperar em 2023 e atingir a meta em 2024. Embora alguns custos de material de construção e serviços ainda estejam subindo, a Tenda não estaria preocupada com custos trabalhistas mais altos, já que aproximadamente 70 % de seus trabalhadores da construção estão em sua folha de pagamento.

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Fluxo de caixa deve ser positivo este ano

Depois que o fluxo de caixa foi impactado em 2021, a previsão é que a Tenda tenha uma melhora no fluxo de caixa este ano. Dito isso, a alavancagem deve permanecer alta. Pois as cobranças de recebíveis estão demorando mais do que o esperado.

“De fato, os recebíveis pós-chave (pró-soluto) da Tenda estão crescendo, pois grande parte do aumento de preço foi impulsionado por uma maior proporção de financiamento direto aos clientes da Tenda. Para reduzir o tempo de recebimento, a empresa planeja securitizar recebíveis desde que os descontos para vendê-los sejam inferiores ao seu custo de capital”, informa trecho do relatório.

Subsídios no programa CVA podem aumentar

Além disso, o relatório informa que a companhia aponta que os subsídios do programa CVA serão aumentados para trazer de volta a viabilidade econômica para as faixas de renda mais baixas. A empresa espera que os subsídios sejam revistos em breve, o que deve ser positivo para as margens, embora não acredite que seja suficiente para compensar completamente o aumento dos custos de construção nos últimos dois anos.

“Por outro lado, a Tenda começará a assegurar seus projetos de construção (conforme exigido pelo programa CVA) em fevereiro, o que deve impactar negativamente as margens em 1 ponto percentual, informa outro trecho do relatório.

Alea está tendo um bom desempenho; aquisições de terrenos devem ser o principal desafio deste ano

A administração informou ao BTG que a Alea (construção de condomínios) atendeu às expectativas no ano passado, apresentando sólida velocidade de vendas e clientes com ganhos acima do esperado.

O foco da Alea em 2022 será a aquisição de terrenos para aumentar as operações a partir do próximo ano. Para isso, está negociando terrenos menores, entre 300 e 400 unidades, que permitem agilizar a aprovação dos projetos.

“Enquanto isso, o SG&A da Alea deve crescer este ano devido ao aumento do quadro de funcionários. Temos classificação de Compra na Tenda”, conclui o relatório.