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Suzano (SUZB3) reverte lucro em prejuízo de R$ 2,1 bi no 2TRI20

Suzano (SUZB3) reverte lucro em prejuízo de R$ 2,1 bi no 2TRI20

A Suzano (SUZB3) registrou um prejuízo de R$ 2,053 bilhões no segundo trimestre de 2020, reverendo o lucro líquido de R$ 700 milhões.

A Suzano (SUZB3) registrou um prejuízo de R$ 2,053 bilhões no segundo trimestre de 2020, reverendo o lucro líquido de R$ 700 milhões no mesmo período do ano passado.

De acordo com a empresa, o resultado foi impactado pelo resultado financeiro negativo, por sua vez decorrente da variação cambial sobre a dívida e pelo resultado de operações com derivativos.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 5,657 bilhões, ante um resultado positivo de R$ 79 milhões em igual período de 2019.

Conforme a Suzano, o resultado foi impactado negativamente pela redução das receitas financeiras, desvalorização cambial e marcação negativa dos derivativos.

A geração de caixa do trimestre foi de R$ 3,372 bilhões, um aumento de 51%.

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Operacional

As vendas de celulose da Suzano somaram 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 25%.

Enquanto os estoques de celulose reduziram aproximadamente 220 mil toneladas.

Já as vendas de papel de totalizaram 235 mil toneladas, uma redução de 22% na comparação anual.

“O período foi marcado pelo forte volume de vendas de celulose, pelo câmbio favorável e pelo ótimo desempenho em custos”, destacou a empresa.

Assim, a Suzano encerrou o período com uma geração de caixa operacional de R$ 3,4 bilhões.

Esse foi o maior resultado trimestral desde a fusão da companhia, concluída no início de 2019.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 4,2 bilhões, também no melhor patamar desde janeiro do ano passado.

Ebitda

O lucro antes de juro, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 4,180 bilhões, uma elevação de 35%.

Esse foi o maior patamar desde janeiro do ano passado.

A margem Ebtida justado atingiu 52%, alta de 6 pontos percentuais.

Conforme a Suzano, o resultado é fruto principalmente da valorização do dólar frente ao real; maior volume vendido de celulose e redução do CPV base caixa.

Receita

A receita líquida atingiu R$ 7,996 bilhões, um aumento de 20% na comparação anual.

De acordo com a Suzano, o desempenho foi puxado principalmente pela valorização de 38% do dólar médio perante o real e elevação de 25% no volume de vendas de celulose.

O lucro bruto subiu 122% no trimestre, atingindo R$ 3,2 bilhões.

A margem bruta ficou em 40,1%, alta de 18 pontos percentuais.

Custo caixa

Outro destaque positivo do trimestre foi o custo caixa de celulose, considerado o principal indicador de competitividade de produção do setor.

Conforme a empresa, o resultado de R$ 599 por tonelada, excluindo o efeito de paradas programadas, reduziu-se 14%.

“Esses números evidenciam a capacidade da Suzano de gerar caixa, com ganhos sucessivos de competitividade impulsionados pelo avanço na captura de sinergias, mesmo em um ambiente mais desafiador”, afirma o presidente da Suzano, Walter Schalka.

Investimentos

A empresa investiu R$ 1,031 bilhões no segundo trimestre de 2020.

Os aportes foram destinados principalmente para gastos com terras e florestas e manutenção industrial.

Dívida

A dívida líquida da Suzano encerrou o segundo trimestre em R$ 67,9 bilhões.

A alavancagem financeira (dívida líquida/Ebtida ajustado) ficou em 5,6 vezes no final do trimestre, contra 3,5 vezes  de um ano antes.

Em dólar, o nível de alavancagem caiu para 4,7 vezes em dólar.