A Zomato, startup indiana de entrega de comida (o iFood da Índia), entrou com um pedido de oferta pública de ações de US$ 1,1 bilhão (82,5 bilhões de rúpias).
Apoiada pelo Ant Group da China, a empresa quer aproveitar o boom dos pedidos por comida online durante a pandemia de Covid-19 para, literalmente, capitalizar.
Lançada em 2008, a Zomato é uma das startups mais proeminentes da Índia. Ela está presente em 24 países, e emprega mais de 5.000 pessoas, segundo seu site.
Em fevereiro, a empresa levantou US$ 250 milhões de cinco investidores, incluindo o fundo de hedge Tiger Global Management, para uma avaliação pós-dinheiro de US$ 5,4 bilhões.
Como será o IPO da Zomato
De acordo com os documentos apresentados ao regulador de mercado da Índia na quarta-feira, a oferta da Zomato consistirá em uma nova emissão de ações no valor de até 75 bilhões de rúpias. A empresa disse que pretende usar os recursos para financiar iniciativas de crescimento e propósitos corporativos em geral.
O principal acionista, Info Edge , venderá ações no valor de 7,5 bilhões de rúpias no IPO.
A empresa, junto com a rival doméstica Swiggy, apoiada pela Accel, domina o mercado indiano de entrega de alimentos, que a empresa de pesquisas RedSeer estima em US$ 4,2 bilhões.
Mercado quente na Índia
De acordo com reportagem da CNBC, a Índia tem sido um dos mercados de IPO mais quentes até agora em 2021, ajudado por uma enxurrada de dinheiro estrangeiro e alto interesse de pequenos investidores.
No entanto, desde o final de março, uma segunda onda de infecções por coronavírus diminuiu o entusiasmo dos investidores por ações e IPOs, e causou um caos na saúde pública do país.
Marcas e nomes nacionais bem conhecidos, como Barbeque-Nation Hospitality e Macrotech Developers, viram uma resposta silenciosa às suas listagens no mercado de ações.
Kotak Mahindra Capital, Morgan Stanley India, Credit Suisse Securities India, BofA Securities India e Citigroup Global Markets India são os principais gestores do IPO da Zomato.






