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PIB, inflação, payroll e taxação de dividendos foram os temas da semana

PIB, inflação, payroll e taxação de dividendos foram os temas da semana

A semana chega ao fim tendo como destaques principais o recuo no PIB brasileiro no segundo trimestre e as preocupações quanto à inflação.

A semana chega ao fim tendo como destaques principais o recuo no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre e as preocupações quanto à inflação, que ganharam força com a nova bandeira vermelha da energia elétrica.

Também teve a definição sobre a taxação de dividendos em 15% na reforma do imposto de renda – pelo menos na Câmara dos Deputados, já que a mudança ainda depende de aprovação no Senado e sanção do presidente.

No exterior, seguem as expectativas sobre quando e como virá o tapering, a tão aguardada retirada dos estímulos monetários. O payroll, folha de pagamentos norte-americana, reforçou a tese de que o mercado de trabalho ainda demanda atenção. O Fed já avisou que só inicia o tapering quando tiver indícios sólidos de que Covid e inflação estão sob controle e o emprego está em retomada consistente.

Confira o que foi destaque:

Brasil

PIB

PIB brasileiro recuou 0,1% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior. O resultado veio abaixo da projeção do mercado, que era por crescimento de 0,2%. Ante o segundo trimestre de 2020, no entanto, o crescimento é de 12,4%.

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Os serviços avançaram 0,7%, com a retomada pós-vacinação. Já agropecuária e indústria recuaram (2,8% e 0,2%, respectivamente).

Inflação

A inflação segue no foco e deverá ser ainda mais impactada depois de o governo federal anunciar a criação de uma taxa extra na conta de luz, em decorrência da crise hídrica.

Batizada de “bandeira escassez hídrica”, ela eleva o valor da taxa adicional cobrada nas conta de luz de R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora para R$ 14,20.

Até 30 de abril, a conta ficará 6,78% mais cara para consumidores residenciais e pequenas indústrias.

A nova bandeira é 49,63% mais cara do que a bandeira vermelha nível 2, até então em vigor. E, pelas projeções, deve aproximar o IPCA de 8% até dezembro – bem distante do teto da meta de 5,25%.

O Boletim Focus trouxe uma revisão para cima da expectativa de inflação, que deve subir 7,27% em 2021 (antes o número estava em 7,11%). A alta é a 21ª consecutiva para 2021. No boletim da próxima segunda-feira (6), a expectativa é por outra alta na projeção.

Produção Industrial

produção industrial recuou 1,3% na passagem de junho para julho, após retração de 0,2% no mês anterior. O resultado veio pior do que a projeção de queda de 0,5%.

No ano, a indústria tem alta de 11% e, em doze meses, de 7%. Com o resultado de julho, a produção industrial fica 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

Desemprego em queda

Ponto positivo na semana foi a divulgação da Pnad Contínua, com redução da taxa de desemprego do país para 14,1% no trimestre finalizado em junho, ante 14,7% do trimestre anterior. O total de desempregados, no entanto, ainda é alto: 14,4 milhões, segundo o IBGE.

Exterior

Payroll fraco

Divulgado na sexta-feira (3), o payroll decepcionou: apontou a criação de 235 mil vagas nos EUA em agosto, quando a expectativa era por 750 mil. A taxa de desemprego caiu de 5,4% para 5,2%, dentro da projeção.

O resultado reforça a tese de que o mercado de trabalho norte-americano ainda não mostrou recuperação consistente a ponto de o Federal Reserve reduzir suas compras de ativos mensais – atualmente em US$ 120 bilhões ao mês. Ou seja: pode ser que o tapering fique mesmo só para 2022.

Redução da atividade na China

Divulgados na semana, os Índices dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) da China surpreenderam negativamente, apontando retração das atividades tanto da indústria quanto de serviços. O PMI Industrial foi de  50,3 para 49,2 pontos. O de Serviços, de recuou de 54,9 para 46,7 pontos em agosto.