O BB Investimentos reforçou e atualizou a recomendação de compra de Randon (RAPT4). Assim, o preço-alvo para final de 2021 passou de R$ 10,00 para R$ 16,00.
Isso porque, segundo o banco, a perspectiva permanece positiva para a Randon, mesmo diante dos resultados
do segundo trimestre deste ano impactados pela pandemia, dado a resiliência advinda dos segmentos de veículos pesados e essenciais, com grande exposição ao agronegócio, combinada a medidas de ganhos de eficiência e produtividade.
O BB ainda destaca o foco da Randon na internacionalização de suas receitas, com expansão e ganho de market share em importantes mercados globais, apesar dos fracos desempenhos atuais de exportação; iniciativas de restruturação, e medidas de ganhos de eficiência e produtividade; inovação e desenvolvimento de novos produtos, potencializados pela Randon Venture; e manutenção da estratégia de relacionamento direto com clientes.
Projeções
Para 2020, o BB espera que a receita líquida da Randon atinga R$ 4,418 bilhões, com queda de 13% a/a, e recuperação
parcial de 8% a/a para 2021.
Com isso, a expectativa é que o Ebtida alcance R$ 534 milhões neste ano, 20% menor que o ano anterior, elevando-se 18% a/a em 2021.
Enquanto a margem Ebtida deve ficar 0,9 p.p. menor em 2020 a/a, em 12,1%.
De acordo com o relatório, as estimativas incluem pressões de custos e despesas no curto-prazo, reflexos da pandemia, bem como ajustes para adaptação ao novo nível de demanda projetado para a Indústria.
Por fim, o BB espera agravamento da alavancagem financeira (dívida líquida/Ebtida) em 2020 e 2021 em relação aos níveis pré-pandêmicos, para fazer frente a crise.
Dessa forma, o banco projeta uma alavacagem para Randon de 3,2 vezes para 2020 e 2,6 vezes para 2021. Isso deve postergar estratégias mais intensivas de crescimentos orgânicos e inorgânicos da companhia.
Riscos
Em relatório, o BB destacou os principais riscos relativos ao investimento em Randon, são eles:
- uma retomada mais lenta do que o esperado da economia doméstica e global, com a primeira podendo ser acentuada por desafios político-fiscais, haja vista a forte exposição ao mercado interno (~90% da receita bruta
consolidada); - eventual queda nos impostos de importação de semirreboques e máquinas, o que beneficiaria a importação destes produtos;
- arrefecimento da demanda dos setores essenciais, como agrícolas e de construção, bem como a postergação de seus investimentos;
- lentidão das concessões ferroviárias, que impactam na demanda por vagões; aumento de competitividade dos mercados internacionais, em especial nos que a controlada Fras-le atua;
- além da exposição à moeda estrangeira e sua variação cambial, que pode impactar significativamente as receitas e custos da companhia;
- o aumento dos custos de matérias primas e compressão de margens;
- possível falha nas estratégias de restruturação e comercial da controlada Fras-le, impactando o resultado consolidado.






