Na última quarta-feira (9), Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil afirmou que ele e Paulo Guedes, ministro da Economia, pretendem apresentar um projeto completo de reforma da Previdência ao presidente da República Jair Bolsonaro. O novo projeto visa promover a recuperação do atual sistema e, também, criar um novo regime de capitalização que seja sustentável para as gerações futuras.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Lorenzoni afirmou que a equipe econômica deve apresentar esse novo projeto ao longo da semana que vem. Além disso, também disse que a equipe técnica está trabalhando no projeto desde a implementação do governo de transição.
[box type=”note” align=”” class=”” width=””]Os ministros pretendem apresentar o projeto ao presidente antes que sua ida ao Fórum Econômico Mundial, que será realizado entre os dias 22 e 25 de janeiro em Davos, na Suíça. Além disso, o projeto só deve chegar ao Congresso Nacional em fevereiro, quando os novos parlamentares eleitos assumem os seus cargos. Assim, uma vez que o projeto já esteja em suas mãos, Bolsonaro terá tempo para estudá-lo.[/box]
O ministro da Casa Civil aponta que a principal intenção do governo é mostrar um pacote único de reforma Previdenciária ao Congresso, isso no lugar de uma reforma fatiada como se esperava anteriormente. Dessa forma, uma vez que a proposta seja aprovada pelos parlamentares, o Brasil não precisará voltar a discutir o assunto pelos próximos 20 a 30 anos.
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Em sua declaração, Lorenzoni não cita a idade mínima que deve ser fixada no novo projeto de reforma e nem o tempo que será concedido para que seja feita a transição entre o atual sistema e o novo regime de capitalização.
O ministro também compara a Previdência a um “navio com o casco furado em que todos os brasileiros se encontram”. Em sua analogia, ele diz que o governo irá consertar esse navio para que milhões de pessoas possam ter as suas aposentadorias. Ele também acrescenta que a intenção é criar um sistema novo para atender as futuras gerações.
Lorenzoni aponta que a criação de um regime de capitalização para a aposentadoria das futuras gerações tem como um de seus benefícios o estímulo à popança interna brasileira, algo que impactaria positivamente o PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma das riquezas produzidas em um país.
[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Assim, nesse novo regime, mensalmente o trabalhador contribuiria para uma espécie de “poupança”, que será utilizada no financiamento de sua aposentadoria no futuro. Lorenzoni explica que a poupança interna do país corresponde atualmente a 15,5% do PIB, mas o desejado é que esse indicador estivesse em pelo menos 20%. Ele também explica que quando o Brasil atingir esse patamar, então existirão condições para que o país possa ter um crescimento sustentável de pelo menos 3% ao ano, mesmo em períodos considerados ruins.[/box]
Fonte da Notícia: Portal Revista Veja
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