Logo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciar uma queda de 18,8% na produção da indústria de transformação, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) revelou que a produção de seu setor caiu 30,3%, pelo mesmo comparativo.
Mas, se a comparação for entre abril último e o mesmo mês de 2019, a queda avança para 43,7% – recuo de 43,6% na área elétrica e de 43,8%, na eletrônica.
Queda histórica
Segundo o presidente da Abinee, Humberto Barbato disse ao jornal Estado de Minas, a queda de abril foi “a maior já verificada na série histórica”, que teve início em 2002.
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Pandemia paralisante
Para ele, esse resultado adverso é reflexo direto do isolamento social e da paralisação da economia devido à pandemia.
Terceira consecutiva
Essa foi a terceira queda consecutiva de produção dos eletroeletrônicos.
Antes mesmo do início, em março, da aplicação de medidas de isolamento social e da paralisação geral da atividade econômica, no mês de fevereiro a Abinee já alertava sobre problemas para a importação de materiais, componentes e insumos da China.
Pega geral
“A retração atingiu todos os segmentos do setor”, observa o dirigente ao Estado de Minas.
Além da queda de 70,4% na produção de eletrodomésticos, foram registrados recuos nos segmentos de lâmpadas (48,1%); pilhas e baterias (42,1%) e o de geradores, transformadores e motores elétricos (30,3%).
Enquanto o segmento de equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica retraiu 20,5%, o de equipamentos elétricos encolheu 17,1%.
Áudio e vídeo despencam
No caso de aparelhos de áudio e vídeo, o tombo de produção é bem mais elevado (-49,4%), seguido de equipamentos de comunicação (-45,6%), bens de informática (-40,3%), instrumentos de medida (-30,6%) e componentes eletrônicos (-28,8%).
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