O Podemos, partido se considera independente e que recentemente expulsou o deputado Marco Feliciano da legenda, definiu sua linha de participação na política em 2020.
A relação abalada com o governo Jair Bolsonaro após as últimas pautas divergentes, principalmente em relação ao combate à corrupção, afastaram a legenda da alta cúpula. Ou de quase toda a cúpula.
O Podemos tem deixado claro seu apoio a Sérgio Moro, ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro, e possível candidato às eleições em 2022.
Álvaro Dias, principal líder da legenda, foi o primeiro a tentar levar Moro para o ministério da Justiça, ainda durante a sua campanha para presidente em 2018.
Com ficou somente na nona colocação no primeiro turno, viu Bolsonaro “roubar” sua ideia e transformar Moro em seu ministro após a vitória.
De acordo com Dias, o afastamento do Podemos do governo se deve ao posicionamento do presidente em relação ao combate à corrupção, defendido por ele durante a campanha, e às últimas declarações de seus filhos, como a de Carlos Bolsonaro.
O filho do presidente chegou a postar no Twitter que “já faz bastante tempo que esse tal de Podemos tenta tomar o lugar de um partido vermelho”.
Moro, por outro lado, se manteve fiel na luta contra a corrupção e, por isso, segue tendo o apoio de Álvaro Dias e seus membros do partido.
“O objetivo dele e nosso é de que continue lá (no governo)”, afirmou a presidente do partido, Renata Abreu. “Nunca o convidamos para se filiar ao Podemos, mas, se ele quiser, será uma honra”, completou Álvaro Dias.
Renata Abreu assegurou ainda que o partido continuará sendo “independente”, ou seja, nem de direita, nem de esquerda.
“Somos um partido de causa. O posicionamento continua sendo de independência. Se as pautas do governo forem no mesmo sentido do nosso pensamento, votaremos com o governo”, concluiu.






