A taxa de desocupação cresceu em 11 estados do país entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, com destaque para Sergipe (4,3 pontos percentuais), Mato Grosso do Sul, (3,7 pontos) e Rondônia (2,3 pontos). As únicas quedas na taxa de desemprego foram registradas no Pará (-1,6 pontos) e no Amapá (-5,8 pontos).
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (28) no resultado regional da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No início do mês, o IBGE já havia divulgado que a taxa de desocupação do país avançou de 12,2% para 13,3% do primeiro para o segundo trimestre. Comparativamente, no segundo trimestre de 2019, a taxa era de 12%, ou seja, houve avanço de 1,3 pontos porcentuais.
Bahia, Sergipe e Alagoas registram maiores taxas de desemprego
As maiores taxas de desemprego ocorreram na Bahia (19,9%), em Sergipe (19,8%) e em Alagoas (17,8%).
As menores, em Santa Catarina (6,9%), Pará (9,1%) e Rio Grande do Sul (9,4%).

Reprodução/IBGE
Pnad: perfil dos desocupados
Por gênero, a taxa de desocupação foi de 12% para homens e de 14,9% para mulheres.
Para brancos (10,4%) a taxa ficou abaixo da média nacional, mas para pretos (17,8%) e pardos (15,4%) ficou acima.
Os grupos etários de 14 a 17 (42,8%) e de 18 a 24 anos (29,7%) continuaram com as maiores taxas de desocupação.
Subutilização da força de trabalho
A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 29,1%.
O número de desalentados foi de 5,6 milhões de pessoas, com alta de 19,1% em relação ao trimestre anterior. O maior contingente se concentra na Bahia (849 mil pessoas).
O percentual de pessoas desalentadas foi de 5,6%, aumento de 1,2 pontos porcentuais na comparação com o primeiro trimestre.
Pnad: Empregados com carteira
O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada foi de 77,7% do total de empregados no setor privado do país.
Trabalhadores por conta própria
O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria é de 26%.
Pnad: tempo de procura por emprego
No segundo trimestre, 7,4 milhões dos desocupados buscavam ocupação de um mês a menos de um ano, com alta de 27,9% com relação ao mesmo período de 2019.
Já 2,5 milhões estavam procurando emprego há mais de 2 anos, queda de 26,5% na comparação anual.
Informalidade
A taxa de informalidade para o Brasil ficou em 36,9% da população ocupada.






