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Pnad Contínua: taxa de desemprego no Brasil recua para 14,10%

Pnad Contínua: taxa de desemprego no Brasil recua para 14,10%

A taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua é de 14,10%, com leve recuo ante o trimestre anterior, que registrou 14,30%.

A taxa de desemprego no trimestre encerrado no mês de novembro de 2020 é de 14,10%, com leve recuo ante o trimestre anterior, que registrou 14,30%. O resultado venho em linha com as projeções do mercado.

Ainda assim, a taxa foi a mais alta para este trimestre móvel desde o início da série histórica, iniciada em 2012.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada soma 14 milhões de pessoas e manteve estabilidade frente ao trimestre anterior (13,8 milhões). Mas subiu 18,2% (2,2 milhões de pessoas a mais) em relação mesmo trimestre de 2019 (11,9 milhões).

A população ocupada (85,6 milhões) subiu 4,8% (3,9 milhões de pessoas a mais) em relação ao trimestre anterior e caiu 9,4% (menos 8,8 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

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Pnad Contínua

Reprodução/IBGE

Pnad Contínua: flexibilização das medidas de combate à pandemia explica crescimento

De acordo com a analista da Pnad, Adriana Beringuy, o crescimento da ocupação é explicado pelo retorno das pessoas ao mercado de trabalho após a flexibilização das medidas adotadas para combate da pandemia de Covid-19 e pela sazonalidade de fim de ano especialmente no comércio.

“O crescimento da população ocupada é o maior de toda a série histórica. Isso mostra um avanço da ocupação após vários meses em que essa população esteve em queda. Essa expansão está ligada à volta das pessoas ao mercado que estavam fora por causa do isolamento social e ao aumento do processo de contratação do próprio período do ano, quando há uma tendência natural de crescimento da ocupação”, explica.

“O comércio nesse trimestre, assim como no mesmo período do ano anterior, foi o setor que mais absorveu as pessoas na ocupação, causando reflexos positivos para o trabalho com carteira no setor privado que, após vários meses de queda, mostra uma reação”, complementa.

A Indústria Geral (4,4%, ou mais 465 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,6%, ou mais 427 mil pessoas) também se destacaram no aumento da população ocupada.

Pnad: mercado informal responde pela maior parte do crescimento

A maior parte do crescimento da ocupação veio novamente do mercado informal. A taxa de informalidade chegou a 39,1% da população ocupada, o que representa 33,5 milhões de trabalhadores informais no país. No trimestre anterior, a taxa foi de 38%.

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada aumentou 3,1% (895 mil pessoas a mais). Agora, soma 30 milhões.

No mesmo período, a categoria dos trabalhadores domésticos aumentou 5,1% e agora é formada por 4,8 milhões de pessoas. Também houve crescimento de 1,4 milhão de pessoas no contingente de trabalhadores por conta própria, que chegou a 22,9 milhões. No entanto, se comparado ao mesmo período de 2019, essa categoria perdeu 1,7 milhão de pessoas.

A Pnad também apontou que a população fora da força caiu 3,4%. Houve uma retração de 2,7 milhões de pessoas quando comparada com o trimestre anterior. Já em relação ao mesmo período de 2019, o contingente cresceu 17,3%, ou 11,3 milhões de pessoas a mais.

Por fim, o rendimento médio real habitual somou R$ 2.517 no trimestre terminado em novembro. O que representa queda de 2,7% frente ao trimestre anterior. E alta de 4% contra o mesmo trimestre de 2019.