Descubra as 10 Maiores Pagadoras de Dividendos da Bolsa
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
PMI Composto do Brasil mostra contração intensa em abril, diz IHS Markit

PMI Composto do Brasil mostra contração intensa em abril, diz IHS Markit

O PMI de serviços e composto do Brasil, divulgado nesta quarta-feira (05) pela IHS Markit, mostra uma contração intensa em abril com aumento das restrições.

A IHS Markit divulgou nesta quarta-feira (05) o PMI (Índice de Gerente de Compras) de serviços e composto. Conforme a pesquisa, a intensificação da pandemia levou o setor de serviços a se aprofundar na contração em abril. Isso se deve a produção em mínima de nove meses.

O PMI de serviços do Brasil caiu para 42,9 em abril, de 44,1 em março. O valor indica a maior contração da produção desde julho de 2020, ainda que menos pronunciada que as perdas vistas no início da pandemia.

As empresas que citaram redução mencionaram, de acordo com a pesquisa, fechamento de negócios e restrições. Ainda, com o aumento nos números de casos de coronavírus, levaram o índice ainda mais abaixo da marca de 50. O valor separa o crescimento de contração.

Resultado do PMI composto

O setor de  indústria se encontra perto de uma estabilização, mas a contração de serviços levou o PMI Composto sobre a atividade no setor privado a 44,5 em abril, de 45,1 no mês anterior. Esta é a quarta redução seguida e a contração mais forte desde junho de 2020.

PMI

Publicidade
Publicidade

“O declínio mais rápido da atividade no setor de serviços em abril reflete amplamente restrições mais duras contra a Covid-19. A confiança também piorou em todos os segmentos”, destacou a diretora associada do IHS Markit, Pollyanna De Lima.

A demanda por serviços continuou a piorar em abril. Foi o quarto mês seguido de queda nos novos negócios e no ritmo mais forte desde meados de 2020.

Assim como na produção, as vendas caíram em todos os cinco subsetores monitorados. Em ambos os casos o cenário foi pior em empresas de Serviços ao Consumidor.

A demanda internacional também deteriorou, com os entrevistados citando menos turismo e maiores restrições contra a Covid-19.

Como resultado de todo esse cenário, as empresas cortaram vagas no início do segundo trimestre, pelo quinto mês seguido e no ritmo mais forte nesse período.

Foram relatados ainda preços mais altos de alimentos, combustíveis e equipamento de proteção individual. Essa relação elevou os custos de insumos em abril, com uma taxa de câmbio desfavorável.

Além disso, a taxa de inflação foi uma das mais fortes desde o início da coleta de dados, em março de 2007. As empresas optaram por repassar aos clientes parte desse aumento. A taxa de inflação dos preços de venda ficou acima da média de longo prazo.

Por fim, com a segunda onda de Covid-19, o otimismo das empresas ficou contido em abril. O nível de sentimento positivo chegou a uma mínima de dez meses.