A Agência Nacional de Saúde (ANS) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) divulgaram na última quarta-feira (5) os números consolidados dos planos de saúde referentes ao mês de dezembro de 2019. Na comparação com o mesmo mês de 2018, a queda foi insignificante, de 0,13%, ou 60.471 beneficiários a menos.
O setor fechou 2019 com 47.039.728 clientes de planos de assistência médica em todo o Brasil; 2018 encerrou com 47.100.199. O resultado foi frustrante, já que as empresas esperavam crescimento de 0,4%.
Em contrapartida, os planos odontológicos estão em expansão. Em dezembro de 2018, fechou com 24.284.845 clientes, contra 26.024.494 em 2019, uma acréscimo de 1.739.649, ou 7,16%.
Por estado
Os estados que apresentaram aumento foram o Acre (1,12% ou 470 beneficiários a mais), Amazonas (1,87% ou 9.597), Espírito Santo (1,08% ou 11.852), Goiás (2,27% ou 25.510), Maranhão (1,63% ou 7.591), Mato Grosso (1,40% ou 8.085), Minas Gerais (1,18% ou 59.170), Paraná (0,27% ou 7.823), Rio de Janeiro (0,25% ou 13.286), Roraima (5,05% ou 1.450) e a Paraíba, que quase ficou na estabilidade, ganhando apenas 0,01% ou 51 novos beneficiários.
As maiores quedas foram do Amapá, que perdeu 5.703, ou 8,03% de sua base. Destacam-se negativamente ainda o Piauí, com perda de 16.534, ou 4,88% da base; e Rondônia, com 5.215 a menos ou 3,38% dos clientes.
São Paulo segue sendo o estado da Federação com maior número de beneficiários, 17.089.294. Apesar de ainda representar 36% de todos os clientes de planos de saúde, o estado perdeu de um ano para o outro. Em 2018, sua base era de 17.149.501, uma perda de 60.207, ou 0,35%.
Planos Odontológicos
Enquanto apenas 11 estados cresceram nos planos médicos, os planos odontológicos subiram em 24 estados mais o Distrito Federal. Apenas Rondônia, com perda de 7.141 (ou 6,32%), e Alagoas, com menos 1.923 (ou 0,69%), encolheram seus mercados.
O crescimento mais expressivo veio no Tocantins, que passou de uma base de 49.300 para 127.606 beneficiários, o que representa um aumento de 158,84%. Santa Catarina, Mato Grosso e Paraíba também tiveram fortes aumentos, todos na casa dos 11%.






