A produção industrial brasileira avançou em 12 das 15 regiões brasileiros analisadas na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A indústria avançou 8% em julho, conforme a pesquisa, divulgada no último dia 3. Nesta quarta-feira (9), o IBGE complementou a informação com o resultado por região.

Reprodução/IBGE
PIM: resultado veio melhor do que a projeção
O resultado de 8% da PIM veio melhor do que o projetado pelo mercado, que era de crescimento de 5,7%. E marcou o terceiro mês consecutivo de avanços – em junho, a alta foi de 9,7% e, em maio, de 8,7%.
Pela primeira vez na série histórica iniciada em 2002, 25 dos 26 setores apresentaram taxa positiva.
Ceará e Espírito Santo têm altas mais intensas
As altas mais intensas foram no Ceará (34,5%) e no Espírito Santo (28,3%). Apesar disto, São Paulo (8,6%), maior parque industrial do país, segue aparecendo como principal influência.
A alta paulista pode ser explicada pelo bom desempenho dos setores de alimentos e de veículos automotores. “São setores influentes na indústria paulista. Também o de máquinas e equipamentos apresentou crescimento importante”, explica o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.
Este é o terceiro mês de taxa positiva consecutiva de São Paulo, com ganho acumulado de 32%. No entanto, a indústria do estado ainda não recuperou o patamar pré-pandemia, estando 6% abaixo do índice de fevereiro.
Já o resultado positivo no Ceará, nono local em influência no mês, se dá, segundo o analista, muito por conta das altas nas taxas do setor de couro, de artigos de viagens, de calçados e de vestuário. “É a terceira taxa consecutiva positiva para o estado, com 92,5% acumulado, mas ainda abaixo 1% do patamar pré-pandemia”, completa. Já o Espírito Santo soma avanço de 28,6% em dois meses seguidos de crescimento na produção.
Os outros locais com alta acima da média da indústria nacional (8%) em julho foram o Nordeste (17,5%), o Amazonas (14,6%), a Bahia (11,1%), Santa Catarina (10,1%), Pernambuco (9,5%) e Minas Gerais (9,2%). Já o Rio de Janeiro (7,6%), o Rio Grande do Sul (7,0%) e o Pará (2,1%) completam os locais com altas no mês.
PIM: Paraná, Goiás e Mato Grosso têm recuo
Por outro lado, três estados apresentaram recuo. Paraná (-0,3%) e Goiás (-0,3%) tiveram variações negativas. Mas o Mato Grosso (-4,2%) teve o recuo mais intenso em julho, após dois meses de alta, que acumularam 8,2%.






