O PIB brasileiro recuou 0,1% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior. O resultado veio abaixo da projeção do mercado, que era por crescimento de 0,2%. Ante o segundo trimestre de 2020, no entanto, o crescimento é de 12,4%.
Os serviços avançaram 0,7%, com a retomada pós-vacinação. Já agropecuária e indústria recuaram (2,8% e 0,2%, respectivamente).
PIB Brasil: variação contra trimestre anterior (%)

Reprodução/IBGE
Segundo a divulgação do IBGE desta quarta-feira (1), o resultado do PIB indica estabilidade e vem depois de três trimestres positivos seguidos de crescimento da economia. Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços finais produzidos no país, chegou a R$ 2,1 trilhões.
Com isso, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre. Nos últimos quatro trimestres, acumula alta de 1,8%, e na comparação com o segundo trimestre do ano passado, cresceu 12,4%.
O PIB continua no patamar do fim de 2019 ao início de 2020, período pré-pandemia, e ainda está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.
Resultados ruins de agro e indústria
Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a agropecuária ficou negativa porque a safra do café entrou na bienalidade negativa, que resulta numa retração expressiva da produção.
Já a indústria foi influenciada pelos efeitos da falta de insumos nas cadeias produtivas, como é o caso da indústria automotiva, que lida com a falta de componentes eletrônicos. “É uma atividade que não está conseguindo atender a demanda. Já na atividade de energia elétrica, houve aumento no custo de produção por conta da crise hídrica que fez aumentar o uso das termelétricas”, acrescenta.
PIB por setores: variação contra trimestre anterior (%)

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