A oferta de inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da d1000, braço no varejo farmacêutico da Profarma, levantou R$ 400,1 milhões, mediante a venda de 23,5 milhões de ações.
A ação da empresa saiu por R$ 17, no piso da faixa indicativa sugerida, que ia até R$ 20,32 cada.
A oferta poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 3,5 milhões de novas ações, podendo atingir R$ 460,1 milhões.
O agente estabilizador poderá exercer a opção compra por um período de até 30 dias contados da data de início de negociação das ações.
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O objetivo da d1000 era levantar cerca de R$ 645,6 milhões com a oferta.
Para assegurar a condição de acionista controladora, a Profarma continuará sendo titular de mais de 50% das ações ordinárias da d1000 após a conclusão da oferta inicial.
O início da negociação das ações no Novo Mercado ocorrerá na próxima segunda-feira (10).
Sobre a d1000
A d1000 Varejo Farma Participações é o braço de varejo do Grupo Profarma (PFRM3). Ela reúne marcas do varejo farmacêutico, como Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário.
- Leia o perfil completo da d1000
São aproximadamente 196 lojas, distribuídas pelo Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Tocantins.
Constituída em 2013, a d1000 é a segunda maior rede em número de lojas do Rio, a sexta maior rede de varejo farmacêutico do Brasil e a líder do varejo farmacêutico do Centro-Oeste do país. No total, tem 3,6 mil colaboradores.
A empresa compra exclusivamente da sua controladora todos os produtos que comercializa e que sejam distribuídos também por ela.
Com 59 anos no mercado, a Profarma é uma distribuidora de produtos farmacêuticos, higiene e beleza. Tem 11 centros de distribuição em vários Estados e mais de 2,6 mil colaboradores.
A Profarma é controlada pela família Birmarcker, que fundou a companhia no Rio de Janeiro em 1961. Manoel Birmarcker, o patriarca, passou o comando geral da empresa para seu filho, Sammy Birmarcker, que hoje é o diretor presidente da Profarma.
Em 2013, a companhia decidiu entrar no varejo, com a compra da Drogasmil e da Farmalife, dando origem à d1000. Na época, foram investidos R$ 87 milhões.

Sammy e Manoel Birmarcker no IPO da Profarma em 2006
Os números da d1000
No ano passado, a d1000 registrou uma receita líquida de R$ 1,2 bilhão. O resultado representa uma queda em relação ao ano anterior, por causa da redução no número de lojas.
Nesse período, no entanto, o Ebitda avançou 13,6%, atingindo R$ 25,2 milhões.
A empresa ressalta nos resultados aumento no faturamento médio por lojas de 1,7%, que atingiu R$ 512 mil, por conta de melhorias operacionais.
Com dificuldade para integrar as empresas adquiridas na d1000, a Profarma registrou cinco anos de prejuízo e só voltou a lucrar em 2019 (R$ 16 milhões).
No quarto trimestre do ano passado, a empresa já estava mais confortável financeiramente e reportou um lucro líquido de R$ 21 milhões.
No primero trimestre deste ano, a d1000 registrou lucro de R$ 85,9 milhões, Ebitda de R$ 4 milhões e margem Ebitda de 1,47%.
O número de lojas abertas nos últimos anos tem diminuído. Foram 225, em 2017; 204 em 2018 e 196 no ano passado.
Em março, a d1000 tinha R$ 59 milhões em caixa e R$ 205 milhões de dívida líquida.
Destinação dos recursos
O IPO da d1000 será inteiramente primário. Assim, os recursos levantados serão direcionados ao caixa da companhia. Eles serão usados para: amortizar dívidas, abrir novas lojas e reforçar o capital de giro.
Segundo a empresa, os objetivos são o crescimento de receita e a busca por maior eficiência operacional. “Visando a atingir a liderança no mercado de drogarias nos estados em que atuamos”. No prospecto do IPO, a d1000 detalha suas estratégias:
- Alavancar vendas. A d1000 planeja consolidar a atuação nos mercados em que atua por meio do crescimento orgânico, com a abertura de novas lojas e aumento das vendas por loja;
- Ampliação da área de vendas das lojas. O foco da d1000 é ampliar a área das lojas existentes, aumentando assim o mix de produtos. Estudos internos mostraram que existe um aumento considerável do faturamento de farmácias com área menor do que 90 m² em função da maior diversidade de produtos ofertados;
- Expansão de marcas próprias. A d1000 tem as marcas Nº21, GOnutri e Bem Básico, lançadas a partir de 2014. Segundo eles, os produtos trazem rentabilidade superior aos concorrentes e agregam diferenciação. Em 31 de março de 2020, os produtos de marcas próprias representavam 6,2% do autosserviço da rede. Assim, a d1000 enxerga uma oportunidade considerável de crescimento com a entrada em categorias relevantes que ainda não participam;
- Produtividade e tecnologia. O objetivo é buscar ferramentas que viabilizem a digitalização de processos internos, visando ganho de produtividade, acuracidade e segurança da informação. Isso inclui aplicativo de recursos humanos, BI, aplicativo para fluxo de ofertas e auditoria de execução de negociações de trade.
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