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Petrobras (PETR4 PETR3) inicia processo de venda de unidade de fertilizantes

Petrobras (PETR4 PETR3) inicia processo de venda de unidade de fertilizantes

A Petrobras (PETR4 PETR3) anunciou o início da fase não vinculante referente à venda de 100% de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III).

A Petrobras (PETR4 PETR3) anunciou, nesta sexta-feira (21), o início da fase não vinculante referente à venda de 100% de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III).

Segundo o comunicado, “os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre o ativo em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes”.

Em nota, a estatal afirma que o procedimento está de acordo com sua política de desinvestimentos e “com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017”.

A medida tem como objetivo a otimização do portfólio e melhoria na alocação dos recursos da Petrobras, para entregar mais valor para seus acionistas.

UFN-III

A UFN-III consiste em uma instalação industrial de fertilizantes nitrogenados em Três Lagoas (MS). O processo de construção da unidade começou em 2011, no entanto foi paralisada em 2014, com aproximadamente 81% da obra concluída. A fábrica deve ter a capacidade de produção de ureia e amônia de 3.600 t/dia e 2.200 t/dia, respectivamente. A conclusão da obra será de responsabilidade do comprador.

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Desinvestimentos

A companhia vem buscando melhorar a gestão de portfólio nos últimos anos, com o desinvestimento de ativos de baixo retorno do capital. No ano passado, a Petrobras realizou “desinvestimentos expressivos, com transações assinadas e concluídas contribuindo para um total de US$ 16,3 bilhões em 2019. Os principais ativos alienados durante o ano foram os gasodutos TAG, a BR Distribuidora e o campo Tartaruga Verde”.

Lucro recorde

Segundo a Petrobras, o lucro líquido contábil de R$ 40 bilhões foi o maior da história, mesmo diante da queda dos preços médios do petróleo de US$ 71 por barril em 2018 para US$ 64.

Esse desempenho foi resultado, principalmente, do resultado do ganho de capital sobre desinvestimentos (principalmente TAG, BR Distribuidora e ativos de E&P).

Tal desempenho, entretanto, foi parcialmente compensado por maiores despesas financeiras com gerenciamento da dívida no mercado de capitais, maior impairment e menores preços do Brent.

No quarto trimestre de 2019, houve uma melhora de 39% no resultado financeiro, devido à redução na atividade de recompra de bonds no período. As despesas financeiras continuaram diminuindo, como resultado da redução contínua da dívida.