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Petrobras (PETR3 PETR4) reduz preço da gasolina nas refinarias

Petrobras (PETR3 PETR4) reduz preço da gasolina nas refinarias

A Petrobras (PETR3 PETR4) anunciou nesta sexta-feira (19) a redução do preço da gasolina e manutenção do diesel nas refinarias

A Petrobras (PETR3 PETR4) anunciou nesta sexta-feira (19) a redução do preço da gasolina e manutenção do diesel nas refinarias. O novo valor entra em vigor já no próximo sábado.

De acordo com matéria do InfoMoney, o litro da gasolina terá queda de R$ 0,14, com o litro do combustível derivado sendo vendido a R$ 2,70. Enquanto isso, o diesel teve seu valor mantido em R$ 2,86.

Petrobras (PETR3 PETR4): pouco efeito na bomba

Porém, para o consumidor final, a redução pode não ter tanto efeito. O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, explica que o valor não deve chegar na bomba. Isso porque desse reajuste negativo, apenas um terço pode chegar às bombas. E ainda existe um passivo de volume de elevações que ainda não chegou ao consumidor.

“Isso significa que, apesar da queda relativamente expressiva, a alta que deve chegar às bombas é maior do que a baixa desta sexta. Esse reajuste para baixo de hoje vai apenas reduzir o montante altista no valor na bomba”, detalhou.

Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos, explicou que a defasagem no preço da gasolina internacional em relação a gasolina doméstica se inverteu. “Pela primeira vez em meses, o combustível brasileiro estava mais caro que no mercado internacional até 5%. Entre 16 de dezembro e 2 de março foram anunciadas sete elevações do preço do combustível na refinaria”, disse.

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O economista acrescentou que a última redução no combustível havia sido em 3 de dezembro do ano passado. Naquela ocasião, o valor sofreu uma variação negativa de 2%.

Reflexos no IPCA

Apesar dessa redução não ter efeito tão direto ao consumidor, pode se refletir no IPCA. Sanchez explicou que, em termos absolutos, se considerar que essa redução chegaria nos preços, o IPCA pode ter uma redução de oito pontos. “Então é relevante, mas deve mitigar o avanço sem entrar em deflação, propriamente dita”, finaliza o economista que projeta um IPCA de 4,8% até o final de 2021.