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B3 (B3SA3): novo investidor prefere diversificar e foca no longo prazo

B3 (B3SA3): novo investidor prefere diversificar e foca no longo prazo

No últimos anos, investidor brasileiro tem amadurecido, não apenas pelo aumento no número dos que chegaram à bolsa, mas pela busca por mais informações e aprendizado, maior sofisticação, diversificação e apetite a risco, mais acesso à informação e estratégias de médio e longo prazo, conforme pesquisa divulgada pela B3 (B3SA3) nesta segunda-feira (14).

O levantamento buscou mapear o perfil dos novos investidores na Bolsa. A pesquisa considera dados atualizados da central depositária de renda variável da B3 e de dados coletados por meio de entrevistas com 1.371 investidores de todo o Brasil, com idade entre 18 e 65 anos, das classes A, B e C, que investiram pela primeira vez na bolsa de valores entre abril de 2019 e abril de 2020.

Os investidores em bolsa saltaram de 1 milhão em maio de 2019 para quase 3,2 milhões em outubro de 2020.

Entre 25% e 30% dos investidores que fizeram esse movimento em 2018, por exemplo, zeraram suas posições
após seis meses. Em 2020, esse número cai para a faixa de 20% a 25%.

Quase metade dos entrevistados (46%) passou a ter mais de um produto de renda variável após a chegada na Bolsa.

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Em 2016, por exemplo, 78% das pessoas físicas detinham somente ações. Enquanto em 2020, esse número cai para 54%, e outros produtos passam a integrar as carteiras desses investidores.

Já o número de investidores com investimentos em ações e fundos imobiliários saiu de 11% em 2016 para 32% em outubro de 2020.

Com relação ao patrimônio, 61% estavam alocados em ações em 2016 e, em 2020, 40%. Já o percentual alocado em fundos imobiliários saltou de 26% para 38% em igual período.

Diversificação

A maior diversificação está nos menores volumes financeiros. Contudo, a B3 observou que 30% da base com saldo de até R$ 10 mil possui mais de cinco papéis em carteira.

Na faixa de patrimônio entre 10 mil e 20 mil as pessoas com mais de 5 ativos somam 58% dos investidores.

“O novo investidor está mais antenado, buscando aprender mais sobre os instrumentos financeiros. O cenário macro [de juros baixos] também é decisivo e, se for mantido, oferece um potencial muito grande para as instituições financeiras”, afirmou Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes pessoa física da B3, durante teleconferência com a imprensa.

Bolsa não é coisa de rico

O valor do primeiro investimento das pessoas físicas reduziu 58%, saindo de R$ 1.916 em outubro de 2018, para R$ 660 em outubro de 2020.

Já os investidores mais jovens, com idade entre 16 e 25 anos, estão entrando no mercado de renda variável com um valor médio ainda menor, de R$ 225.

Conforme a B3, cerca de 56% dos investidores recebem até R$ 5 mil por mês. Na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil, o percentual atinge 29%.

Já acima de R$ 20 mil, o percentual de investidores fica em 4%.

Cerca de 65% de todas as operações de day trade realizadas no primeiro semestre deste ano estão concentradas em um grupo de cerca de 10 mil investidores.

Sendo que 60% dos investidores que realizaram day trade no mercado à vista em 2020 tiveram resultado positivo,
com uma mediana de R$ 48 em 2020. Entre os que tiveram resultado negativo, a mediana foi de R$ 38.

Sobe e desce da Bolsa não assusta o novo investidor

O acelerado aumento na base poderia levar à suposição de que, por falta de experiência com a renda variável, o investidor sairia correndo em caso de queda da bolsa.

Mas, a pesquisa mostra que essa não é a primeira razão que o levaria ao resgatar o valor aplicado. A necessidade de liquidez aparece como a principal causa para 64%.

Logo atrás aparecem queda na rentabilidade (28%) e mudança da legislação (27%). Já em relação a queda da Bolsa, apenas 7% afirmaram que resgatariam.

Nem tudo mudou

Os homens ainda dominam a renda variável, representando 74% dos investidores em Bolsa. Aproximadamente 60% dos investidores não têm filhos, trabalham em período integral (62%), vivem na região Sudeste(51%) e possuem renda de até R$ 5 mil. O novo investidor possui idade média de 32 anos.

Além de diversificar mais o portfólio com foco no médio e longo prazo, os novos investidores de renda variável são antenados, buscando informações em diversos canais como portais de internet, influenciadores digitais e relatórios de análise econômica, aponta a pesquisa.

Dentro do universo da pesquisa, foram identificados três perfis de investidores – avesso a riscos, realizador e ousado.

Conforme a Bolsa, dentro de cada perfil analisado, quanto mais conservadora é a pessoa, menor é o conhecimento
que ela tem sobre investimentos e diversificação. Consequentemente, quanto maior é o seu apetite a riscos, maior é a sua busca pelo conhecimento e entendimento do mercado.

Número de mulheres na Bolsa cresce 4,5 vezes

Nos últimos três anos, o número de mulheres na Bolsa saltou de 179.392 para 809.533. A participação feminina em relação ao total de investidores passou de 22,06% para 25,47% no período. No entanto, o percentual ainda é inferior aos 40% no Tesouro Direto.

Renda fixa ainda é a queridinha

Apesar do crescimento no número de investidores no mercado de renda variável nos últimos anos, a maior parte dos investidores segue investindo na renda fixa, com 66% (ou 6,1 milhões de CPFs únicos) posicionados apenas nesta classe de ativo. Os dados, até junho de 2020, não levam em conta a poupança.

Em relação ao Tesouro Direto, são aproximadamente 438 mil investidores (ou 5% do total).

Apenas investimento em ações são 1 milhão de CPFs (11%). Já somente em derivativos, o número de investidores é de 80 mil (1%).

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