Dois transatlânticos, com mortos e infectados por coronavírus, estão em águas do Panamá enquanto aguardam a resolução de destino. Segundo a Gauchazh, a empresa responsável pelas embarcações anunciou que está em busca de uma solução desde que foram impedidos de atracar nos destinos programados. Isso porque diversas portos norte e sul-americanos foram fechados para impedir a disseminação do vírus.
Ambos os navios, Zaandam e Rotterdam (foto), pertencem à Holland America Line. O Zaandam partiu de Buenos Aires, em 7 de março, com 1.800 pessoas, em direção a San Antonio, costa central do Chile. Entretanto, foi forçado a modificar o percurso, desviando rumo ao Panamá, devido ao fechamento dos portos, informou a Gauchazh.
Em vídeo, o presidente da Holland America Line, Orlando Ashford, comentou o cenário. “A situação é difícil e sem precedentes, e toda a minha equipe tem trabalhado incessantemente junto às agências governamentais [por uma solução]. Estamos tentando determinar para onde iremos levá-los”, esclareceu.
A fim de prestar assistência ao Zaandam, o Rotterdam foi enviado dos Estados Unidos ao Panamá. Munido de kits de teste para coronavírus, suprimentos e funcionários. A ajuda chegou na sexta-feira (27) e, no sábado (28), 400 pessoas assintomáticas foram transferidas do Zaandm para o Rotterdam.
EUA rejeitam entrada pelo Canal do Panamá
Conforme a Gauchazh, inicialmente, os dois navios deveriam cruzar o Canal do Panamá rumo a Fort Lauderdale, nos Estados Unidos. Porém, o prefeito americano, Dean Trantalis, rejeitou a entrada dos transatlânticos na cidade, alegando falta de condições. Principalmente ao considerar o estado sanitário do Zaandam, com mortos e infectados pelo coronavírus.
“Não há garantias de que os turistas serão escoltados do navio até um centro de assistência, ou colocados em quarentena. Isso é totalmente inaceitável”, comunicou Trantalis em rede social.
“Não podemos colocar em risco ainda maior nossa comunidade, já que temos nossa própria crise sanitária, com milhares de pessoas que já testaram positivo para a letal e contagiosa covid-19. Há muitas bases navais na Costa Leste onde esse navio poderia ser atendido em um entorno muito mais controlado”, complementou Trantalis.
De acordo com a Gauchazh, a passageira americana Laura Gabaroni, retirada do navio com o marido, acredita ser preciso abertura. “O que precisamos, mais do que nunca, neste momento, é de um lugar para atracar. Para que os doentes sejam atendidos e as pessoas saudáveis façam o que devem fazer para retornar a seus lares e a suas vidas.”