A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nessa sexta-feira (13) que a Europa passou a ser reconhecida como o epicentro da pandemia do novo coronavírus, conhecido como Covid-19.
“A Europa agora se tornou o epicentro da pandemia, com mais casos e mortes registrados do que o resto do mundo combinado, além da China”, escreveu o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
“Agora, mais casos estão sendo relatados todos os dias do que os registrados na China, no auge de sua epidemia”, disse.
O etíope destacou que já são mais de 5 mil mortes em todo o mundo, sendo 3.062 em Hubei, a província chinesa onde a crise se iniciou, e 1.016 na Itália, de acordo com relatório das 13:30h dessa mesma sexta-feira.
Pandemia
A OMS declarou pandemia no último dia 11 de março, quando o vírus já havia se espalhado por quase todos os países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Atualmente, entre países e territórios, são 123 com pelo menos um caso confirmado.
As mortes também se espalham: Irã (514), Espanha (122), Coreia do Sul (66), França (61), Estados Unidos (33), Japão (16), Holanda (10), Iraque (8), Alemanha e Suíça (7 cada), Filipinas e San Marino (5 cada), Indonésia (4), Bélgica e Líbano (3 cada), Argélia e Egito (2 cada), Albânia, Argentina, Áustria, Azerbaidjão, Canadá, Grécia, Índia, Irlanda, Marrocos, Panamá, Polônia, Sudão, Suécia, Taiwan, Tailândia e Ucrânia (todos com uma morte cada).
Soluções
A China e Coreia do Sul brecaram o avanço da epidemia. Os casos novos já são superados pelas recuperações. É uma boa notícia. Mas a OMS busca mais.
“A maioria dos países agora tem um plano nacional; a maioria está adotando uma abordagem multissetorial e a maioria tem capacidade de teste de laboratório. A OMS tem orientações baseadas em evidências que todos os países podem usar”, escreveu.
“Nossa mensagem aos países continua sendo”, aos países: “você deve adotar uma abordagem abrangente”.
“Qualquer país que analise a experiência de outros países com grandes epidemias e pense que ‘isso não vai acontecer conosco’ está cometendo um erro mortal. Isso pode acontecer com qualquer país”, disse Ghebreyesus.
A experiência da China, República da Coréia, Cingapura e outros demonstra “claramente” que testes agressivos e rastreamento de contatos, combinados com medidas de distanciamento social e mobilização da comunidade, podem prevenir infecções e salvar vidas.
O Japão também está demonstrando, de acordo com a OMS, que “uma abordagem do governo liderada pelo próprio primeiro-ministro Shinzō Abe, apoiada por uma investigação aprofundada de grupos, é um passo crítico na redução da transmissão”.
Conselhos
A OMS tem conselhos claros para governos, empresas e indivíduos.
Em primeiro lugar, “prepare e esteja pronto”.
Em segundo, “detecte, proteja e trate”.
Em terceiro, “reduza a transmissão”.
E em quarto, “inove e aprenda: este é um novo vírus e uma nova situação. Estamos todos aprendendo e todos devemos encontrar novas maneiras de prevenir infecções, salvar vidas e minimizar o impacto. Todos os países têm lições para compartilhar”.
“Estamos juntos nessa”, encerra o diretor-geral.
A OMS tem essa abordagem positiva, mas alguns governos ainda reclamam da lentidão de decisões da organização. O brasileiro é um deles.
No país, são, até aqui 77 casos confirmados, mas já há discordâncias sobre o número que não é atualizado desde as 16:20h da quinta-feira (12). Para a OMS, o Brasil tem 151 infectados.
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