O presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Queiróz tranquilizou a população sobre um possível desabastecimento nos supermercados.
“Estamos massificando a informação e reforçando o apelo de que o consumidor não faça uma corrida desenfreada para as lojas. Não há necessidade disso”, disse Fábio em entrevista à Agência Brasil no domingo.
O presidente da Asserj publicou vídeos nas redes sociais da instituição reforçando que não precisa correr aos supermercados, muito menos fazer estoques pessoais.
“[No vídeo estou] Pedindo, apelando à população, para não correr para os supermercados e não superestocar. E para garantir que vou atualizando a população diariamente. Hoje soltamos outra nota. Qualquer mudança no cenário, serei o primeiro a avisar, porque enquanto as mercadorias estiverem sendo entregues a gente não terá problema de abastecimento”, disse.
“Agora é hora de evitar aglomerações para que a gente não chegue ao isolamento social, que é o caos e a falência do sistema de saúde”, disse.
O presidente da Asserj disse ainda que o único produto com dificuldade de reposição pelos supermercados é o álcool em gel, devido a forte demanda dos últimos dias.
Outros itens que tiveram aumento nas buscas foram produtos de limpeza e alimentos congelados. Entretanto, não há com o que se preocupar pois os estabelecimentos estão preparados e abastecidos para fornecer o serviço essencial à população.
Queiróz ressalta que é necessário distinguir entre desabastecimento e não reposição. Isso porque, a falta de produtos nas prateleiras verificada nos últimos dias ocorreu pois a velocidade da demanda pelos produtos foi maior que o tempo para repor os estoques. “Algumas imagens de gôndolas vazias significam que a gente não tinha condição, de naquele momento, de tirar o produto do depósito ou da central de distribuição para a gôndola”, disse.
Notícias falsas
O presidente da Asserj alertou também para que a população tenha cuidado com a divulgação de fake news.
Circula nas redes sociais que supermercados do Rio de Janeiro estão fechando, quando na verdade, o que tem acontecido, segundo Queiróz, é que para evitar os contatos pessoais, os supermercados não estão mais fazendo contatos diretos com os fornecedores. Os pedidos estão sendo feitos por meios digitais.
“Eu garanto que nenhum supermercado vai fechar, nenhum”, assegurou.
Queiróz alerta para os problemas gerados pela opção de fazer estoque, já que nesses casos quem mais perde é a população de renda mais baixa, que passa a ter menos opção de compra.
“O estoque tem que ser distribuído de forma equânime a toda a população. Se quem tem mais poder aquisitivo comprar muita coisa e porventura tiver um rompimento na cadeia de abastecimento, as pessoas de renda mais baixas podem ficar vulneráveis e desabastecidas”, alerta Queiróz.