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Mourão afasta possibilidade de implantação do imposto do pecado, sugerido por Guedes

Mourão afasta possibilidade de implantação do imposto do pecado, sugerido por Guedes

Mourão afasta possibilidade de implantação do imposto do pecado, sugerido por Guedes. A ideia foi lançada Guedes em Davos, na Suíça.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão declarou na sexta-feira (25) que a ideia do ministro da Economia, Paulo Guedes, de criar o “imposto do pecado” não passa de um “balão de ensaio”.

Mourão assumiu interinamente a presidência da República em virtude da viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro à Índia.

Segundo o presidente em exercício, “Lançar ideia não faz mal algum. É balão de ensaio. Está jogado aí, não mata ninguém isso aí. Não vamos ver chifre em cabeça de cavalo”, disse Mourão.

Na mesma linha segue o presidente Bolsonaro. Durante entrevista à imprensa em Nova Déli, na Índia, Bolsonaro afirmou que a carga tributária do país não sofrerá aumento.

“Está descartado. Paulo Guedes, você é meu ministro, te sigo 99%, mas aumento de imposto para a cerveja, não. Não tem como aumentar mais a carga tributária do Brasil. Todo mundo consome algo de açúcar todo dia, não dá para aumentar. A nossa política, a orientação, não teremos qualquer majoração da carga tributária”, disse Bolsonaro.

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Entenda o caso

O projeto de Paulo Guedes é inspirado em uma medida recentemente aplicada no Reino Unido. Lá, vigora desde abril o “impostos do pecado” sobre produtos com elevado teor de sal, açúcar e gorduras, no intuito de combater a obesidade infantil.

Por aqui, o projeto do tributo seria aplicá-lo sobre produtos considerados prejudiciais para a sociedade, como bebidas alcoólicas e açúcar.

A ideia foi lançada Guedes na última quinta-feira (23), durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Durante o discurso no evento, o ministro falou sobre o projeto da reforma tributária do governo onde declarou que o objetivo é simplificar, reduzir e substituir os tributos.

“Sobre os sin taxes (imposto do pecado, em português) vamos mandar sem ser PEC, pois é mais fácil. Bebida, cigarro e açúcar. Açúcar eu mandei fazer estudos, pois quero colocar”, afirmou o ministro.