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Ministros procuram Guedes em busca de ampliação do limite de gastos

Ministros procuram Guedes em busca de ampliação do limite de gastos

Paulo Guedes, Ministro da Economia, tem sido pressionado por outros ministros às vésperas do envio de proposta de Orçamento da União para 2021 ao Congresso.

Paulo Guedes, Ministro da Economia, tem sido pressionado por outros ministros às vésperas do envio de proposta de Orçamento da União para 2021 ao Congresso.

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Segundo o Estadão Conteúdo, a preocupação dos colegas de Guedes vai desde o risco de paralisar atividades de rotina até de inviabilizar o lançamento do Renda Brasil, aposta do presidente Jair Bolsonaro para substituir o Bolsa Família.

A entrega do Orçamento para o ano que vem tem seu prazo final no dia 31 de agosto e Guedes sabe que, ao cortar gastos, colocará em risco as principais bandeiras do governo.

Apenas para viabilizar o Renda Brasil, por exemplo, o Ministério da Cidadania pediu mais R$ 6 bilhões no Orçamento do próximo ano, estimado em cerca de R$ 36 bilhões.

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A pasta comandada por Onyx Lorenzoni pediu ainda o remanejamento de R$ 6 bilhões do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, à nova iniciativa, que deve absorver os cerca de R$ 30 bilhões anuais reservados ao Bolsa Família.

Agricultura também pressiona Guedes

Além de Lorenzoni, Tereza Cristina, Ministra da Agricultura, é outra a colocar pressão sobre Paulo Guedes.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos

De acordo com o Estadão, os cálculos do Ministério da Economia para o setor em 2021 aumentam o risco de inviabilizar investimentos no campo.

A verba reservada ao Seguro Rural está prevista para cair para menos da metade, de R$ 1 bilhão, neste ano, para R$ 450 milhões em 2021.

Tereza Cristina rotulou como “dramática”a situação para Paulo Guedes.

Educação

Abraham Weintraub, ex-Ministro da Educação, também afirmou, no início de junho, que a proposta de orçamento para a sua pasta poderia inviabilizar a execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre outros programas.

A ideia da pasta econômica era que os investimentos caiam, de R$ 22,96 bilhões, em 2020, para R$ 19,05 bilhões, no próximo ano. Weintraub alertou que o ideal seriam R$ 25,68 bilhões.

Essa articulação faria com que o Ministério da Defesa tivesse mais dinheiro em caixa do que a Educação em 2021. Pela proposta da Economia, o orçamento subiria de R$ 73 bilhões, neste ano, para R$ 108 bilhões.

Mais ministérios na fila

A Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, também reclamou de corte no orçamento previsto para 2021, de R$ 637 milhões para cerca de R$ 250 milhões. E aumentou a pressão sobre o chefe da pasta econômica.

Em ofício a Guedes, a ministra pede aumento de R$ 189 milhões nessa verba para evitar o fim de ações de sua pasta.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações pede R$ 1,85 bilhão a mais aos cerca de R$ 6,5 bilhões propostos para 2021, alegando que o orçamento sugerido coloca em risco o desenvolvimento de serviços digitais para educação, entre outros que seriam importantes para adaptação à nova realidade após a pandemia.

O Ministério da Infraestrutura afirmou, em nota, que procurará no Congresso conseguir recursos via emendas parlamentares para que obras e projetos não sejam paralisados.

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