A montanha-russa segue nos mercados financeiros, ditada pelos acontecimentos relacionados à pandemia de coronavírus. Os futuros de Wall Street começaram esta quarta-feira (18) batendo no limite de queda de 5%. Às 6h, S&P registrava -3,69%; Nasdaq, -4,43%; e Dow Jones, -3,92%.
Isto acontece um dia após os mercados fecharem em território positivo, com as promessas de liberação de crédito do governo norte-americano. No entanto, dois dias antes, na segunda (16), Wall Street viveu seu pior pregão em 30 anos. Ou seja, a volatilidade segue.
Na terça (17), a Casa Branca anunciou que está avaliando um pacote fiscal de mais de US$ 1 trilhão, que inclui pagamentos diretos aos americanos e ajuda financeira a pequenas empresas e ao setor aéreo.
O secretário do Tesouro Steven Mnuchin também disse que as empresas poderão adiar pagamentos de impostos em até US$ 10 milhões, enquanto os indivíduos poderão adiar pagamentos em até US$ 1 milhão em dívidas com o governo.
Mnuchin causou preocupação ao afirmar que o desemprego pode chegar a 20% se o Congresso não aprovar o pacote de estímulos proposto. As informações são de fontes ouvidas pela CNBC. “Vai ser grande (o pacote), vai ser ousado”, chegou a afirmar o presidente dos EUA, Donald Trump.
O Reino Unido também anunciou um pacote de quase US$ 400 bilhões para ajudar as empresas a atravessar a crise. O governo afirmou que fará “o que for preciso” para proteger a economia.
Mercados na Europa e Ásia
Na Europa, mercados acompanham a baixa do dia. Alemanha marca -3,31%; Reino Unido, -3,20%; e França, -2,49%.
Na Ásia, Japão fechou em -1,68%; China, em -1,83%; Hong Kong, -4,18%; e Coreia, em -4,86%.
Casos de coronavírus
De acordo com as últimas atualizações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o total de casos registrados da doença chega a 184,9 mil em 159 países. As vítimas fatais somam 7,52 mil. China registra a maior quantidade de casos (82 mil), seguida por Itália (27,9 mil), Irã (16,1 mil) e Espanha (11,1 mil). EUA têm 3,5 mil casos. Brasil, 234 confirmados.