A M. Dias Branco (MDIA3), líder nos mercados de biscoitos e massas no Brasil, reportou um lucro de R$ 152,4 milhões no segundo trimestre de 2020. A cifra representa um avanço de 51,5% sobre igual período de 2019, com R$ 100,6 milhões.
Já no acumulado semestral o incremento nos lucros foi da ordem de 83,7%. Passando de R$ 157,5 milhões no primeiro semestre de 2019 para R$ 289,4 milhões no mesmo período de 2020.
Segundo a companhia, o forte crescimento do lucro líquido deu-se essencialmente pelo crescimento do Ebtida.
Isso porque o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 225,6 milhões, avanço de 23,5% sobre o segundo trimestre de 2019.
Já a margem Ebtida atingiu 12% no trimestre, alta de 0,2 pontos percentuais.
“O aumento da margem Ebitda deu-se pelo rígido controle das despesas e pela maior diluição dos custos fixos, compensando o aumento dos custos dos insumos cotados em USD”, informou a M.Dias Branco no balanço divulgado nesta sexta-feira (7).
Receita cresce 22,2% no trimestre
A receita líquida da companhia foi de R$ 1,885 bilhão no segundo trimestre de 2020, um crescimento de 22,2%, marcando história para um trimestre.
No mesmo período do ano passado, a receita líquida foi de R$ 1,54 bilhão.
Já nos seis primeiros meses de 2020, a receita acumulada foi de R$ 3,52 bilhões.

MDIA3: Caixa e Dívida
A companhia informou que as disponibilidades líquidas geradas pelas atividades operacionais totalizaram R$ 492,4 milhões. Isso representa um avanço de 116,8% motivado pelo crescimento do Ebitda e da gestão do capital de giro.
Ao final do segundo trimestre de 2020, o caixa da M.Dias Branco era de R$ 1,4 bilhão. No mesmo período de 2019 era de R$ 512,7 milhões.
Além disso, houve redução do endividamento líquido, passando de R$ 627 no segundo trimestre de 2019 para R$ 332,8 milhões no mesmo período de 2020.
A alavancagem foi de 0,4x no segundo trimestre deste ano.
Investimentos
A M. Dias Branco investiu R$ 44,8 milhões no trimestre, uma queda de 38,6% na comparação com o segundo trimestre de 2019.
Os aportes foram destinados para aquisição de equipamentos para o moinho de trigo em Bento Gonçalves (RS); adequação do CD da unidade do Rio de Janeiro; equipamento de empacotamento automático para a Fábrica Fortaleza; linha de massas para a unidade Piraquê; estação de tratamento de efluentes para a unidade de Maracanaú; e implantação de softwares.
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