O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostra que, em agosto, todas quase todas as faixas registraram desaceleração. A exceção é feita ao segmento de renda média-alta.
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), os resultados mostram ainda que a pressão inflacionária continua maior nas classes de rendas mais baixas. Em comparação com a observada nos grupos de renda mais alta.
Ipea: baixa renda tem alta de 0,91%; renda maior tem elevação de 0,78%
Enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa e de renda baixa apontou altas de 0,91%. O indicador das famílias no estrato superior de renda apresentou variação mais amena (0,78%).
No acumulado do ano, as famílias de renda baixa e média-baixa são as que apresentam as maiores taxas de inflação (5,9%).
No acumulado em doze meses, a inflação das famílias de renda muito baixa (10,6%) segue significativamente acima da registada pela classe de renda alta (8%).
Alimentação tem maior peso
A análise agregada da inflação em agosto, aponta que para os segmentos de renda mais baixa, o impacto maior veio do grupo alimentação. Já para o segmento de renda mais elevado, o impacto vem principalmente do setor de transpores.
Com relação ao grupo alimentação, itens como arroz (deflação de 2,1%) e feijão (-1,7%), caíram. Porém, as proteínas ficaram mais caras. É o caso do frango (4,5%) e dos ovos (1,6%).
Além disso, altas do açúcar (4,6%) e do café (7,6%) explicam esta pressão inflacionária dos alimentos.
Já no caso dos transportes, apesar da queda de 10,7% nas passagens aéreas, os reajustes de 2,8% da gasolina e de 4,7% do etanol, explicam a alta inflacionária. Contribuíram ainda a alta nos preços dos automóveis novos (1,8%) e dos aluguéis de veículos (6,6%).





