Desbravando os investimentos financeiros no Brasil
Investimentos financeiros surgiram da necessidade remunerar o capital ocioso e emprega-lo de forma produtiva, ou seja, o dinheiro é emprestado para instituições financeiras ou não financeiras para tocarem suas operações. Assim, o montante inicial retorna para investidor acrescido de juros.
Podemos desmembrar os investimentos em duas classes de ativos:
Renda Fixa é a queridinha entre os brasileiros
Isso se dá devido à sensação de segurança associada à ela. É quase unânime sua preferência em detrimento de outros ativos mais arrojados.
No momento da aplicação, todos os parâmetros atrelados ao investimento são de conhecimento prévio do investidor, não havendo alterações posteriores. Depois de definir o indexador responsável por remunerar o papel, é possível estimar o valor a ser resgatado. Digo estimar, pois existem duas opções de rentabilidade na renda fixa:
Títulos prefixados
Como o próprio nome sugere, esses títulos são investimentos no qual a rentabilidade é de conhecimento antecipado do investidor.
Independente das possíveis mudanças no cenário econômico, a rentabilidade se mantém inalterada no vencimento. Entretanto, se houver a necessidade de retirar o recurso antes do vencimento, a remuneração é afetada pelo setor externo, ou seja, a rentabilidade recebida pode ser maior ou menor do que a pactuada no momento da aplicação.
A essa particularidade dá-se o nome de “Marcação a Mercado”. Então, toda aplicação sujeita a este evento, o investidor deve ter atenção redobrada, a fim de evitar surpresas desagradáveis.
Outro aspecto à ser levado em consideração é o risco da taxa de juros praticada pelo mercado. Podendo superar a que foi contratada pelo investidor. Portanto, os títulos prefixados não são a escolha mais conservadora dentro da renda fixa.
Títulos pós-fixados
São ativos que acompanham algum tipo de marcador. As mais usuais são a taxa básica de juros (SELIC) ou a “taxa interbancária” (CDI). Esses indexadores são influenciados pela conjuntura econômica e pela política monetária adotada na época, entre outros aspectos.
No momento da aplicação é acordado o indexador e as condições como prazo, liquidez e carência. Por exemplo: 90% do CDI. Deste modo, o investidor sabe o que esperar da rentabilidade, porém só conhecerá o valor exato do rendimento no momento do resgate.
Os títulos pós-fixados apresentam maior grau de conservadorismo disponível no mercado financeiro, porque seguem a tendência da curva de juros. Mas como nada é perfeito, esse investimento acaba sendo, em grande parte das situações, menos rentável que as demais modalidades ofertadas. Portanto, cabe a cada um adequar o investimento ao seu perfil e objetivo pessoal.
Tipos de investimentos em renda fixa
Títulos públicos:
Em tese, são os ativos mais seguros do país. Pois são garantidos em sua integralidade pelo Tesouro Nacional.
Por meio do programa Tesouro Direto, pessoas físicas emprestam recursos para o governo em troca rendimentos. O programa oferece diversas modalidades sejam elas relacionadas a rentabilidade, vencimento ou fluxo de pagamentos.
CDB:
Talvez seja o investimento bancário mais conhecido depois da poupança. O certificado de depósito bancário é uma promessa de pagamento futuro pactuado entre instituições financeiras e investidores. O capital aplicado é utilizado pelo banco para financiar suas operações e devolvido ao individuo com juros.
Os CDBs são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito em caso de insolvência da instituição financeira até o limite de R$250,000,00 por CPF.
LCI/LCA:
São aplicações do setor bancário lastreadas em operações de crédito imobiliário ou do agronegócio respectivamente, trazendo consigo essa garantia adicional. Também contam com a coberta do FGC.
A isenção do Imposto de Renda é outro ponto favorável desse tipo de investimento.
Todavia, mesmo sendo isentas de IR não significa que sejam sempre melhores do que os outros títulos de renda fixa tributáveis. É necessário fazer as contas antes de investir.
Letra de Câmbio:
Títulos de crédito são emitidos por instituições não bancárias que oferecem rentabilidade superior a da poupança com a mesma segurança. Da mesma forma que outros investimentos de renda fixa, a letra de câmbio tem garantia do FGC, que serve como um seguro contra a quebra da companhia.
Debênture:
São ativos emitidos por instituições não financeira que necessitam de capital para expandir suas operações ou até tocar um novo projeto. Devido a destinação dos recursos captados, estes são títulos de médio e longo prazo.
No entanto, por não serem títulos emitidos por instituições financeiras não contam com a garantia do FGC. As debêntures incentivadas possuem isenção de imposto de renda.
CRI/CRA:
São ativos emitidos por sociedades securitizadoras isentos de imposto de renda. O processo de securitizar consiste em tornar os ativos provenientes das venda, recebíveis. Isso à prazo nas atividades comerciais, financeiras ou prestação de serviços em títulos negociáveis no mercado. No caso da CRI são direitos creditórios originados de financiamentos imobiliários e na CRA do agronegócio.
Renda variável
É composta por alocações no qual não existe a certeza do comportamento do ativo, o mesmo pode caminhar tanto para cima como para baixo sem a necessidade de um viés plausível.
Normalmente, esse tipo investimento tende a trazer rendimentos mais robustos no longo prazo devido sua relação risco-retorno.
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Tipos de investimentos em renda variável
Ações:
São títulos representativos da fração mínima do Capital social de uma empresa. Ao adquirir ações, você passa a integrar o quadro societário da instituição, tornando-se dono da mesma na proporção dos títulos comprados.
O investimento em ações permite ao investidor participar dos lucros obtidos pela companhia, seja por meio de dividendos, juros sobre capital próprio, bonificações, entre outros proventos. Sem contar com a possível valorização das ações.
Derivativos:
Basicamente, os derivativos são contratos financeiros provenientes de outro ativo subjacente, taxa ou índice. O ativo subjacente pode ser físico – soja, boi gordo, ouro, entre outros – ou financeiro – ações, taxas de juros, etc.
A priori foram criados para realizar hedge, ou seja, proteger o detentor do bem de oscilações bruscas. No entanto, muitas pessoas utilizam os derivativos de forma especulativa, visando ganhos no curto prazo com as variações de preço.
Quando, onde e quanto investir
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Conhecer o próprio perfil como investidor e ter claro o objetivo com os investimentos, é a base para identificar os melhores investimentos, afinal, não existe o melhor investimento, o que existe é o melhor investimento para o perfil e objetivo do investidor.
No entanto, o teste de perfil é só o começo, o primeiro passo em sua caminhada enquanto investidor. Entender mais profundamente seu perfil e ter claro os objetivos quanto a prazos de investimentos, é uma tarefa um pouco mais sofisticada e exige uma análise mais criteriosa.
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