A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um estudo nesta sexta-feira (4) revelando que o Brasil segue perdendo relevância no cenário global.
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De acordo com a publicação, a participação na produção mundial, que em 2018 era de 1,24%, caiu para 1,19% no ano passado, atingindo o pisto da série histórica, iniciada em 1990.
A nova queda fez com que o setor da Indústria brasileira, que até 2014 figurava entre os 10 maiores do mundo, despencasse para a 16ª posição.
Entre 2015 e 2019, ela foi superada pelas indústrias do México, da Indonésia, da Rússia, de Taiwan, da Turquia e da Espanha.

Indústria brasileira também perdeu competitividade
O estudo da CNI apontou também que a queda está relacionada com a perda da competitividade da indústria brasileira.
Segundo os dados divulgados nesta sexta, a participação nacional nas exportações, que já havia recuado de 0,91% para 0,88%, de 2017 para 2018, mantém o viés negativo e deve ficar em 0,82%, em 2019, igualando o menor patamar da série histórica, registrado em 1999.
Nesse quesito, o Brasil ocupava a 30ª colocação no ranking global no último dado disponível, de 2018.
“O cenário torna ainda mais urgente a aprovação de reformas e legislações que destravem a economia brasileira e aumentem a competitividade da indústria nacional”, comentou Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.
“São os casos da reforma tributária, da nova lei do gás e do reforço em investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Essas são iniciativas essenciais para restabelecer condições para a indústria brasileira voltar a competir internacionalmente”, completou o executivo.

Indústria da China é a maior do mundo
Enquanto o Brasil segue ladeira abaixo, o setor da Indústria da China se manteve como o maior do mundo no levantamento mais recente da CNI.
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De acordo com os dados, a participação da China no valor adicionado da indústria de transformação mundial cresceu de 28,85%, em 2018, para 29,67%, aumento de 0,82 ponto percentual.
Os países que registraram as maiores perdas no período foram Alemanha (de 5,64%, em 2018, para 5,42%, em 2019) e Japão, (de 7,12% para 7,01%, no mesmo período).
Na participação nas exportações mundiais da indústria de transformação, a China também aparece como a maior exportadora, seguida de Alemanha, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.

As explicações da CNI para a queda nas exportações da Indústria
O relatório da CNI apontou uma série de razões para a queda nas exportações do setor da Indústria.
Segundo o órgão, a crise na Argentina e o aumento das tensões entre Estados Unidos e China contribuíram para o recuo das exportações.
Dos oito principais parceiros comerciais do Brasil analisados, apenas o México deve registrar ganho de participação nas exportações mundiais da indústria de transformação em 2019.
Segundo a CNI, o aumento será de 0,13 ponto percentual, de 2,45%, em 2018, para 2,58%, em 2019.
A Coreia do Sul deve registrar a maior perda, com uma redução de 0,36 ponto percentual, de 3,73%, em 2018, para 3,37%, em 2019.
A Alemanha deve registrar a segunda maior perda: sua participação de 9,17%, em 2018, deve cair para 8,83%, em 2019.





