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Ibovespa opera em forte alta e recupera os 120 mil pontos

Ibovespa opera em forte alta e recupera os 120 mil pontos

O Ibovespa opera em alta de 2,15%, aos 120.001 pontos, perto das 13h33, nesta terça-feira (24).

O Ibovespa passou a sessão em alta, sustentado principalmente pelo forte avanço das commodities no exterior. Apesar da bolsa seguir o bom humor dos mercados internacionais, os riscos domésticos se mantêm presentes no radar dos investidores, como a político-institucional e dúvidas sobre o equilíbrio das contas públicas.

O que mais mexe no Ibovespa

A recuperação se apoia na alta das commodities – o minério de ferro, por exemplo, teve alta de mais de 6% no Porto de Dalian, China. E também no desempenho das bolsas em Nova York.

Pesam por aqui a crise institucional entre Executivo e Judiciário, a dificuldade em aprovar a reforma do imposto de renda, e os riscos fiscais, que ressurgem diante dos projetos de parcelamento de precatórios e do novo Auxílio Brasil, pelo menos 50% mais caro que o Bolsa Família.

Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a antecipação da campanha eleitoral vem atrapalhando o andamento e a percepção quanto à atividade econômica. Segundo ele, o país deve crescer cerca de 5% no ano e desmentir as previsões mais pessimistas.

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O dia tem agenda de indicadores esvaziada, mas pede atenção para nova tentativa de votação da reforma do IR na Câmara, depois de dois adiamentos.

Por fim, o Ministério de Minas e Energia lançou programa de incentivo à redução voluntária de energia pela indústria, com duração até 30 de abril, em decorrência da falta de chuvas.

Exterior

Os mercados de Nova York dão sequência aos ganhos de segunda-feira (23) e operam no positivo.

Em indicadores, destaque para o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, principal economia da zona do euro, que avançou 1,6% no segundo trimestre, ante recuo de 1,8% da leitura anterior e projeção de 1,5% do mercado. Na comparação anual, a alta é de 9,8%.

Nos EUA, as vendas de casas novas vieram dentro do esperado – 708 mil, ante projeção de 700 mil.

Mas a expectativa do mercado é mesmo pelo simpósio do Fed a partir de quinta-feira (26), de onde pode sair alguma sinalização sobre o início do tapering (retirada de estímulos da economia).

Depois do dado do Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) abaixo da projeção ontem, os analistas se dividem sobre os próximos passos do banco central americano. Era grande a aposta em redução de estímulos muito em breve, após a ata sinalizar que as discussões a respeito já estão avançadas. No entanto, a variante delta ameaça o ritmo da retomada econômica no país.

Em relatório, o Bank of America (BofA) afirma esperar que o tapering aconteça a partir de novembro deste ano.

A redução no ritmo de recompra de títulos – atualmente em US$ 120 bilhões mensais – era prevista pelo banco para começar em janeiro de 2022. A revisão na expectativa veio após a ata da última reunião do comitê de política monetária do Fed, que apontou que 19 membros consideram apropriado iniciar a redução ainda este ano.

Para o mercado, o tapering sinaliza menos liquidez – e não apenas para os EUA, mas também para mercados emergentes como o Brasil, que vêm sendo favorecidos até aqui pelas injeções de dinheiro e pelos juros negativos dos EUA.

Ibovespa: ações

As ações da Gol (GOLL4) são destaque na sessão desta terça no Ibovespa. Por volta das 13h29, os papéis da companhia saltam 9,02%.

A segunda maior alta é da Embraer (EMBR3),que sobe 8,41%. A companhia anunciou na segunda (23), o aprofundamento de um acordo com a companhia Ascent, para fornecimento de 100 mil horas de voo de eVTOLs.

A terceira empresa com a maior alta da bolsa é a Cyrela (CYRE3). Esta tem crescimento de 7,71%.

Em seguida, entre as altas, vem Lojas Americanas (LAME4), com variação positiva de 7,05%. Por fim, surge Usiminas (USIM5), que tem alta de 6,99%.

Dólar

O dólar tem queda de 2,02%, a R$ 5,2715, por volta das 13h33.

A moeda cai com a perspectiva de juros mais atrativos no Brasil, movimentos de realização de lucros e um clima benigno no exterior compensando, pelo menos por ora, constantes ruídos políticos e fiscais domésticos. De acordo com a Agência Reuters, nesta manhã, o real apresentava o melhor desempenho contra o dólar entre uma cesta de mais de 30 divisas.