O setor aéreo viveu em abril o pior mês de sua História em termos de oferta e demanda. A informação foi passada pela Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).
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De acordo com o relatório do órgão, a paralisação da atividade econômica por conta do coronavírus causou efeito devastador no setor.
Os números divulgados nesta quarta-feira apontaram que a demanda global de transporte aéreo de passageiros despencou 94% em relação ao mesmo mês de 2019.
A oferta de assentos em abril recuou 87% na comparação anual.
“A indústria atingiu nível sem precedentes em abril”, resumiu Brian Pearce, economista-chefe da Iata.
Os níveis de taxas de ocupação também foram historicamente baixos, chegando a 36,6% em abril – em 2019, no mesmo mês, foi de 83%.
Na América Latina, o indicador fechou abril de 2020 em 55%, ante 82,1% registrado um ano antes.
Perspectiva de melhora

A Iata alertou, no entanto, que após a baixa histórica a tendência é de melhora no setor. “O mercado da China tem mostrado recuperação e está em 66,4%”, exemplificou Pearce.
O mês de maio, como um todo, já mostrou uma pequena aceleração no setor, quando comparado com o desastre registrado em abril.
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“Vimos uma elevação de 30% no dia 27 de maio na comparação com 21 de abril. Isso demonstrou ter sido o menor ponto na crise em termos de voos. Isso sugere que o mês de maio foi melhor também para os passageiros”.
A apresentação de Pearce também usou dados coletados no Google. Segundo essa compilação, as buscas por viagens aéreas saltaram 25% na comparação com abril – apesar de terem recuado 60% ante janeiro.
Redução na ajuda do BNDES
Alexandre de Juniac, diretor-geral da Iata, foi questionado sobre a redução no valor do auxílio governamental às empresas aéreas no Brasil, de R$ 10 bilhões para R$ 4 bilhões.
Segundo Juniac, o governo brasileiro não merece críticas por conta dessa redução, pois tem feito “ações significativas” para ajudar diversas áreas.
“Os governos na América Latina deveriam fazer mais por suas companhias aéreas, mas o Brasil tem feito um bom trabalho nesse cenário”, concluiu.
Azul (Azul4) fecha com ex-escritório da Avianca

A Azul (AZUL4), uma das principais companhias aéreas do Brasil, sacramentou a contratação dos escritórios de consultoria jurídica Galeazzi e TWK.
O acordo foi fechado no último dia 15 de abril, mas acabou anunciado pela grande mídia somente nesta quarta, 3 de junho, em reportagem do jornal Folha de S.Paulo.
O trabalho mais conhecido da consultoria no ramo da aviação foi no processo de recuperação da Avianca Brasil, que acabou encerrando suas atividades.
De acordo com o portal Aeroin, no entanto, a consultoria da Galeazzi para a Avianca Brasil durou menos de dois meses “por falta de ação da aérea para com relação aos planos de ação acordados”.
Situação diferente

A contratação pela Azul, no entanto, parece ter uma finalidade diferente. A empresa tem afirmado que, assim como Gol e Latam, não tem plano de pedir na Justiça brasileira proteção de seus credores.
Até hoje, boa parte das empresas do setor aéreo que tomaram tal atitude acabaram quebrando, tais como Varig, Vasp e Transbrasil.
A Azul tem tentando renegociar dívidas e já aceitou o pacote emergencial de ajuda do governo junto das outras duas principais companhias do País.
A ideia dos escritórios de consultoria é apresentar um plano de reestruturação da Azul sem que a companhia precise entrar com pedido de recuperação judicial, como ocorreu com a Avianca.
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