A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), fez um alerta importante para as empresas aéreas, que seguem na luta para recuperar os números pré-pandemia.
De acordo com o órgão, será preciso uma redução na magnitude de 30% dos custos para que o setor possa alcançar um ponto de equilíbrio financeiro ainda em 2020.
Resumindo: se não houver cortes, a associação que representa 290 empresas aéreas em todo o mundo acredita que boa parte delas fechará o ano no vermelho.
“Não temos certeza hoje se as empresas vão conseguir fazer esses ajustes”, afirmou Brian Pearce, economista-chefe da IATA, em contato com os jornalistas.
Receita global terá grande queda, segundo a IATA
De acordo com as estimativas da Associação, as receitas das empresas aéreas devem cair, em média, 51% na comparação com 2019.
A baixa acentuada é causada, principalmente, pelas medidas de combate à pandemia da Covid-19, que praticamente paralisou o setor em todo o mundo a partir de março.
Nos cálculos divulgados pela IATA, foi apontado que a receita menor exige das empresas mais esforços para cortar custos.
No último trimestre, no entanto, os custos unitários das empresas aéreas aumentaram 40% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado.
Pearce aposta em recuperação lenta
O executivo da IATA mostrou pessimismo quando questionado sobre o prazo de recuperação do setor aéreo como um todo.
Segundo Brian Pearce, o cenário da volta está mais lento do que o previsto anteriormente.
“O turismo de negócios não deve voltar ao normal pelo menos nos próximos dois anos”, avisou.
Questionado a respeito do que espera para 2021, Pearce previu um cenário ainda difícil para o setor.
Segundo o executivo da IATA, o aumento nos gastos com combustível de aviação, que neste ano chegou a cair 42%, pode ser um fator complicador com a alta do petróleo.
Diretor da IATA pede ajuda dos governos
Alexandre de Juniac, diretor da IATA, ressaltou que a entidade reconheceu o momento difícil e a longa batalha que ainda será travada pela recuperação do setor.
Por conta disso, pontuou, em comunicado postado na página da organização, a necessidade de contar com a colaboração dos governos ao redor do globo em dois pontos fundamentais:
- Alívio financeiro contínuo, em formas que não aumentem o peso das dívidas das empresas do setor aéreo;
- Uso de testes sistemáticos antes da reabertura total das fronteiras, como forma de evitar a obrigatoriedade da adoção de novas quarentenas restritivas.
“Embora as notícias sejam desanimadoras, gostaria de lembrar a todos que a crise não matou a dedicação da aviação em busca de melhorias contínuas”, assegurou.
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