Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Guedes diz que o Brasil deve saber priorizar destinação de verbas

Guedes diz que o Brasil deve saber priorizar destinação de verbas

Diante do impacto da pandemia do coronavírus, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em entrevista exclusiva à CNN Brasil que o País deve saber escolher como destinar recursos. Isso porque os setores de turismo e aviação tem sentido mais os efeitos da presença do vírus. Embora Guedes afirme entender o momento, não concorda que auxiliar diretamente essas áreas seja incumbência do governo.

Afinal, a saúde demandará maior atenção entre as medidas do governo, inclusive, em destinação de recursos. Segundo Guedes expôs à CNN Brasil, não há sentido, agora, em isentar o setor privado dos impostos. E, assim, deixar faltar verba para as medidas de contenção ao coronavírus.

“Companhias aéreas, quando o tempo é bom, ganham R$ 1 bilhão, R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões. Mas quando o tempo é ruim para elas, precisam correr para os recursos públicos? Ou, quem sabe, podem tomar um pouquinho de empréstimo para capital de giro?”, argumentou Guedes, em resposta à CNN. “Será que o Brasil prefere dar dinheiro para uma companhia aérea hoje ou dar dinheiro para o (combate ao) coronavírus?”

“Temos toda uma trajetória planejada. O dinheiro para as companhias aéreas está sendo monitorado. (…) E há linhas de crédito nos bancos públicos à disposição. (…) E tudo isso sem atingir o equilíbrio fiscal porque ainda temos algum espaço monetário e creditício. (…) Aí chegam e pedem: ‘me dá um dinheiro aí’. Calma, vamos ver para quem”, explicou Guedes na entrevista.

Guedes analisa o Brasil na economia global

Já em relação às consequências na economia global, Guedes confiante e acredita que o Brasil pode crescer acima dos 2%. Apesar da influência desfavorável do coronavírus nos setores. “(…) o Brasil pode perfeitamente crescer 2% ou 2,5% com o mundo caindo.”

Publicidade
Publicidade

Porém, para isso, o ministro supõe que tenha de existir um entendimento entre os poderes. Principalmente ao considerar os atuais atritos entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Nós estamos ao contrário do resto do mundo. Eles exauriram as ferramentas monetárias e já estão partindo para o fiscal. Nós estamos exauridos no fiscal”, disse Guedes à CNN Brasil. “Se nos entregarmos (à crise) e se um continuar brigando com o outro isso será a ‘psicologia do fracasso’. Aí, sim, vai haver uma desaceleração econômica.”

“Mas eu acredito que nós vamos resolver essa crise rapidamente. Eu continuo acreditando que os poderes vão se entender (…)”, declarou. “(…) Vão compreender que o Brasil está acima das disputas políticas, que a saúde dos brasileiros também, assim como o crescimento econômico.”

Medidas do governo

Segundo a CNN Brasil, Guedes julga que o pacote anunciado pelo governo para a contenção do coronavírus é suficiente. Entre as providências está a liberação de R$ 5 bilhões para a saúde. Além de R$ 24 bilhões que serão destinados à antecipação do 13º salário dos aposentados e pensionistas.

A fim de impulsionar o crescimento econômico, os investimentos do governo também se estenderão a outras áreas. Pois, Guedes disse à CNN que haverá uma injeção no crédito dos bancos públicos. Assim como R$ 70 bilhões a serem liberados pela Caixa Econômica Federal, com destino à construção civil, pequenas e médias empresas. E também a liberação do recolhimento compulsório, no valor de R$ 135 bilhões.