Na semana passada, a notícia chinesa sobre ter detectado ácido nucleico do coronavírus em uma amostra do frango brasileiro repercutiu de maneira negativa para o setor exportador e as Filipinas suspenderam o recebimento de carne do país.
Nessa segunda-feira (17), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se posicionou quanto ao embargo promovido pela Filipinas.
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Segundo nota oficial, o governo exigiu esclarecimentos do país asiático por ter interrompido o comércio de todo um setor “com base em notícias veiculadas pela imprensa chinesa de uma suspeita, ainda sob investigação pela GACC (órgão de sanidade da China)”.
Sem confirmação
O Ministério pontua ainda que a decisão não foi notificada oficialmente ao Brasil pelas autoridades filipinas, apenas à mídia, sem ao menos ter uma confirmação sobre o caso ocorrido na China.
O governo recorre então aos artigos previstos pela Organização Mundial do Comércio (OMC), em que os dois países são signatários, quanto à contratos de exportações.
Se a as Filipinas não recuarem quanto ao embargo sobre o frango brasileiro, o governo pretende levar o caso à próxima reunião do Comitê da OMC sobre Acordo Sanitário e Fitossanitário (SPS), apresentando uma Preocupação Comercial Específica (Specific Trade Concern).
“O Mapa reafirma que permanece em apuração a suposta detecção de ácido nucleico do coronavírus na superfície de uma amostra de asa de frango congelada, oriunda de um lote importado do Brasil, em Shenzhen, na província de Guangdong. Não houve comunicação oficial por parte das autoridades chinesas”, finaliza a nota.
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