O Ministério da Economia anunciou nesta quarta-feira (17) a redução da alíquota no imposto de importação em eletroeletrônicos e máquinas.
A medida do governo agora será 10% menor e abrangerá desde celulares e computadores até equipamentos médicos, máquinas para panificação, guindastes e escavadeiras.
O responsável pela decisão foi o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Camex), e a medida deve entrar em vigor a partir da próxima semana.
Atualmente, a tarifa do imposto de importação variam entre 0% e 16% para os produtos compreendidos na gama citada acima.
Pela decisão do Ministério da Economia, as reduções nas alíquotas serão aplicadas da seguinte forma: uma máquina sobre a qual incide hoje 10% de imposto importação, passará a ter alíquota de 9%, enquanto um eletrônico cuja importação exige pagamento de 16% do imposto, passará a 14,4%.
A tarifa será zerada para produtos que hoje têm imposto de importação em 2%.
Imposto menor, produtividade maior
A justificativa do governo para reduzir o imposto sobre equipamentos eletroeletrônicos e máquinas importadas é a de que, com o imposto menor, a produtividade será maior.
“O objetivo é aumentar a produtividade não apenas desses setores, mas de toda a economia, beneficiando também os consumidores brasileiros”, informou o Ministério da Economia.
“Outro benefício será a redução do custo logístico e da construção civil, por meio da redução das alíquotas de guindastes, escavadeiras, empilhadeiras, locomotivas e contêineres, entre outros itens”, concluiu.
Magazine Luiza (MGLU3) pode fechar mais lojas
A notícia sobre a redução no imposto de importação de eletroeletrônicos veio no mesmo dia em que a Magazine Luiza (MGLU3), uma das maiores varejistas do ramo, anunciou que pode fechar mais lojas no País em 2021.
Em entrevista ao Estadão, o presidente Frederico Trajano afirmou que, por mais que haja protestos e afete a economia, as únicas saídas para a pandemia são isolamento social e vacinação.
A Magazine Luiza se destacou durante a pandemia por apostar pesado no e-commerce. Hoje com 600 das 1,3 mil lojas fechadas, a digitalização deve continuar sendo a tendência forte para as empresas em 2021 e para os próximos anos, diz Frederico.
“As empresas que não tiverem uma agenda digital muito forte vão sofrer, porque a digitalização é uma forma de atenuar os impactos das restrições (lockdown). Mas vejo uma enorme oportunidade de digitalização do varejo em vários segmentos, moda, beleza, alimentos, restaurantes, setor financeiro, por exemplo”, afirmou.






