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Gestor da Equitas fala sobre apostas em CVCB3, VVAR3 e BPAC11

Gestor da Equitas fala sobre apostas em CVCB3, VVAR3 e BPAC11

Luis Felipe Amaral, gestor do fundo de ações Equitas Selection, um dos preferidos dos investidores, conta sobre sua estratégia durante a crise

Em dez anos, o fundo de ações Equitas Selection acumulou uma rentabilidade de cerca de 480%, superando com folga o Ibovespa, que ficou na casa dos 50% nesse período.

Em 2020, no entanto, a pandemia acertou em cheio a carteira do fundo que é um dos mais premiados do País. Embora já tenha recuperado boa parte das perdas, ainda está atrás do principal índice da bolsa. Enquanto o Ibovespa cai 11,12% no ano, o Equitas Selection perde 17,77%. 

Ainda assim, o fundo de ações gerido por Luis Felipe Amaral está entre os que mais ganharam cotistas em 2020. Hoje, são cerca de 95 mil.

Segundo o gestor, dois fatores ajudam a explicar esse ganho. A primeira é a queda da taxa de juros, que tem levado muita gente para a bolsa. A segunda é o histórico do fundo, com 10 anos no mercado e boa performance. 

Amaral conversou com a Eu Quero Investir sobre sua estratégia durante a crise e sobre as novas apostas do Equitas Selection.

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Entre elas, estão CVC (CVCB3), Via Varejo (VVAR3) e BTG (BPAC11), de um total de 25 papéis em carteira. . Ele conta que, logo que a pandemia começou, decidiu vender tudo o que tinha de Petrobras – por acreditar que a oferta e a demanda de petróleo serão ainda muito afetadas pela crise. Também se desfez de outros papéis e fez caixa para aproveitar oportunidades.  

Confira abaixo por que Amaral está apostando no potencial de CVC, Via Varejo e BTG Pactual. Com a palavra, o gestor: 

CVC (CVCB3): participação maior quando o mercado de turismo voltar 

“Nossa posição em CVC é pequena dentro do portfólio do fundo, mas ela ficou notória porque passamos a ter 5% da empresa. Fomos acionistas da CVC por mais de quatro anos, saímos no fim de 2018 e decidimos voltar agora. 

A empresa viveu uma tempestade perfeita no ano passado: quebra da Avianca, derramamento de óleo no nordeste, problemas de contabilidade. Em 2020, veio a pandemia. Houve uma troca de gestão em abril e temos muita confiança no novo CEO (Leonel Andrade). 

Acompanho o trabalho dele há 20 anos , além de gestão e liderança, acho que ele tem os “skills” de que a empresa precisa agora. Especialmente na área de uso de informações sobre os clientes para tornar a venda de produtos mais eficiente. 

A CVC está em um momento interessante, avançando na área digital que estava bem atrasada. É uma ação que pode dar bastante alegria para quem tiver paciência de segurar um tempinho.  

Na Equitas sempre nos posicionamos em um horizonte de 4 ou 5 anos. Foi assim que ganhamos dinheiro: apostando em história de criação de valor no médio prazo e em nomes que estão fora do radar. 

No curto prazo, o mercado de turismo ficará parado. Mas CVC é a maior do setor. Se está ruim para ela, para as outras está péssimo. Quando o mercado voltar, ela terá chance de aumentar sua participação.” 

Via Varejo (VVAR3): avanço no digital 

Via Varejo acelerou investimento no e-commerce na pandemia

Via Varejo acelerou investimento no e-commerce na pandemia

“Em termos operacionais, Via Varejo está bem atrás de Magazine Luiza. Aliás, nós já tivemos Magazine Luiza na carteira e não temos nada contra a empresa. Mas achamos que a ação já andou bastante. 

Vemos uma assimetria melhor na Via Varejo. É uma possibilidade, com risco controlado, de se ter um ganho extraordinário se ela continuar avançando no digital. 

E temos muitos elementos que nos mostram que a Via Varejo está avançando no e-commerce. A empresa teve um resultado forte de vendas no meio da pandemia, com lojas fechadas, criando soluções para aumentar a produtividade dos vendedores.

Nessa toada, vemos muita chance de a companhia reduzir a diferença em relação a outros concorrentes. A relação risco retorno nos parece bem atraente. Para se ter ideia, Magazine Luiza vale R$ 130 bilhões hoje. Já a Via Varejo, que é maior em vendas, vale R$ 30 bilhões.”

BTG (BPAC11): ganho com desenvolvimento do mercado de captiais 

“O BTG Pactual é uma empresa que já tínhamos na carteira, mas ampliamos recentemente. O banco está muito bem posicionado para o que está acontecendo agora, com o desenvolvimento do mercado de capitais.

É líder em oferta de ação, M&A (fusão e aquisição), oferta de dívida. O lucro vem bastante daí e tem possibilidade de desenvolver outras linha de negócio.

O negócio de crédito para empresas médias, por exemplo, tem um potencial enorme. O BTG também tem a possibilidade de montar um banco de varejo sem ter o custo que os bancões tiveram para estruturar a rede de agências, fazendo tudo de forma digital.

O canal digital e o modelo com agentes autônomos também tem condições de reduzir bem a diferença com a XP Investimentos.”

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