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Frigoríficos brasileiros adotam medidas contra a pandemia de coronavírus

Frigoríficos brasileiros adotam medidas contra a pandemia de coronavírus

Os frigoríficos brasileiros estão preocupados com o avanço da pandemia de coronavírus, que afetou o país e diminuiu as exportações. A JBS (JBSS3) planeja conceder férias coletivas de 20 dias em cinco unidades no país, sendo 4 instalações no Mato Grosso e uma no Mato Grosso do Sul entre os dias 19 de março e 9 de abril, conforme informou reportagem do Estado de S. Paulo.

Já a Minerva (BEEF3) analisa fechar temporariamente 5 de duas 10 fábricas no Brasil. A companhia ainda não definiu quais serão as plantas a serem fechadas. Enquanto isso, a Marfrig (MRFG3) fechou a planta de Salto, no Uruguai, após casos suspeitos de coronavírus na fábrica. No país, a companhia encerrou as operações de Tarumã (PA) para direcionar esforços para unidades mais produtivas. A BRF (BRFS3) não realizou modificações até o momento.

A redução na demanda da China e as barreiras impostas pelo mercado europeu, “as exportações brasileiras vão passar por um momento crítico”, admite Antônio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Na China, segundo ele, o consumo caiu significativamente por conta da pandemia. Na Europa, o mercado está praticamente fechado. “Acredito que no Brasil, por conta da similaridade dos casos, seremos afetados. O setor de food service (comida fora do lar) também vai ser atingido.”

Outros segmentos

Outros setores também começaram a traçar planos para interrupção da produção, devido ao avanço do coronavírus no país. A Volkswagen informou ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, nesta segunda-feira, sua intenção de dar férias coletivas por 10 dias a partir do dia 30, na planta do ABC, segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) vai convocar 83 sindicatos representantes do trabalhadores do setor para debater um plano de contingência para o período mais difícil. Atualmente, o setor emprega 310 mil trabalhadores, sendo 60% nas linhas de produção. “Vamos negociar banco de horas para quem ficar parado e parcelamento de salários, caso as indústrias passem por dificuldade”, disse José Velloso, presidente executivo da entidade.

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O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, começou ontem a propor as empresas a adoção de licença remunerada, em caráter emergencial. “Há um temor muito grande entre a categoria e estamos sendo cobrados por isso”, diz Renato Almeida, vice-presidente da entidade. “A produção poderá ser recuperada futuramente, as vidas não”.

Segundo o jornal Estado de S.Paulo, diversas companhias vem implementando ou adotando o modelo de trabalho home office. Ontem, a Vale divulgou que mais 1,8 mil trabalhadores adotaram o home office. Empresas como Whirlpool, GM, Ford, Pirelli, FCA Fiat Chrysler, Mercedes-Benz, Renault e Toyota também implementaram o trabalho remoto.