O Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado na manhã desta segunda-feira (7) mostrou a elevação da projeção da inflação, bem como estabilidade para a Selic, que é a taxa básica de juros da economia.
Isso porque de acordo com a autoridade monetária, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial, passou de 5,60% para 5,65% em 2022. Já a projeção para o IPCA para 2023 permanece em 3,51%.
Conforme o levantamento, a Selic para 2022 permanece em 12,25%, e para 2023 ela sobe de 8,00% para 8,25%.
Já o Produto Interno Bruto (PIB) para 2022, segundo o Focus, passou de 0,30% para 0,42%, e para 2023 ele permanece em 1,50%.
O câmbio por sua vez, recua de R$ 5,50 para R$ 5,40 em 2022, e recua de R$ 5,31 para R$ 5,30 em 2023.
O Focus é um relatório semanal divulgado pelo BC desde 2001. Toda segunda-feira ele é publicado no site oficial da autoridade monetária.
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Commodities
Economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o especialista Mauro Rochlin projeta uma inflação de, pelo menos, 6% para 2022.
Na concepção dele, duas consequências do conflito no Leste Europeu vão ter impactos no Brasil: o preço das commodities e a alta do dólar, já que as importações no país são negociadas pela moeda norte-americana.
À CNN Brasil Rochlin afirmou que o efeito mais direto é o das commodities, pois o petróleo, trigo, e milho, por exemplo, ficaram mais caros, já que o preço deles é definido a nível global. “Então veremos o aumento no preço da gasolina, óleo diesel, óleo combustível, pão, bolo, biscoito”, disse.
E acrescentou que no caso do milho, é bom lembrar que ele entra na ração animal, como frango e gado. “Na medida em que aumenta o preço do milho, vai aumentar o custo de produção dessas carnes, e isso vai bater no bolso do consumidor.”






