O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cresceu 0,3 ponto de julho para agosto, avançando para 119,6 pontos. De acordo com a FGV, o indicador continua com uma distância superior a 4 pontos para média de 115 pontos entre os anos de 2015 e 2019. O estudo foi divulgado na manhã desta terça-feira (31).
Os dois componentes estudados apresentaram caminhos opostos em agosto. O componente de Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza na imprensa, recuou 0,5 ponto, para 118,4 pontos, o que contribui negativamente em 0,4 ponto.
Já o componente de Expectativas, que mede a dispersão das previsões para os 12 meses seguintes, subiu 3 pontos, para 116,2 pontos, contribuindo 0,7 ponto, para a evolução da margem do indicador agregado.
“A alta do IIE-Br em agosto foi determinada pelo componente de expectativa. As dificuldades em superar a pandemia no Brasil e no mundo, as dúvidas com relação à real situação fiscal do país e as frequentes turbulências políticas são fatores que vêm contribuindo para a alta da incerteza. No âmbito econômico, o país ainda tem desafios como a inflação ascendente e o risco de crise energética. Com todas essas fontes de ruído, dificilmente o indicador convergirá para a já elevada média 2015- 2019 nos próximos meses”, relata Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.