Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
FGV: Confiança do consumidor cai 3,2 pontos em dezembro

FGV: Confiança do consumidor cai 3,2 pontos em dezembro

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado nesta terça-feira (22) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 3,2 pontos em dezembro, para 78,5 pontos, registrando a terceira queda consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o ICC cedeu 1,6 ponto, encerrando uma tendência de alta iniciada em julho deste ano.

De acordo com Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens da FGV, essa queda decorre tanto da satisfação dos consumidores atualmente, quanto das expectativas para os próximos meses.

“Diante de uma segunda onda de covid-19, fim dos benefícios emergenciais e desemprego elevado, os consumidores, principalmente os de menor poder aquisitivo, sinalizam que continuarão contendo consumo. O comportamento mais cauteloso está relacionado principalmente a uma percepção de dificuldade de se obter emprego. 97,5% dos consumidores avaliam que está difícil obter emprego no momento. Isso faz com que o indicador atinja o menor nível dos últimos 16 anos. A despeito da aproximação do início das campanhas de vacinação, o consumidor continua desanimado em relação a 2021”, afirma.

Expectativas

Em dezembro, houve piora da percepção dos consumidores em relação ao momento e das expectativas para os próximos meses. Conforme os dados, o Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 2,1 pontos, para 69,7 pontos. Enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 3,7 pontos, para 85,6 pontos.

Além disso, o indicador que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral caiu 1,6 ponto em dezembro, para 74,1 pontos, menor nível desde julho. A percepção de piora da situação corrente é ainda pior nas avaliações sobre as finanças familiares. Este indicador, por exemplo, recuou 2,6 pontos para 65,9 pontos, após três meses em queda.

Publicidade
Publicidade

De acordo com a FGV, o indicador que mede as perspectivas sobre as finanças das famílias foi o que mais contribuiu para a queda do ICC no mês. No total, foi uma queda de 5,8 pontos, para 87,4 pontos, o menor valor desde junho de 2020. Esse movimento afeta o ímpeto de compras com bens duráveis para os próximos meses. A retração foi de 5,8 pontos, para 63,7 pontos.

A análise por faixas de renda mostra que houve recuo da confiança em todas as famílias. Com exceção nas de renda acima de R$ 9,6 mil, cujo ICC registrou aumento de 1,2 ponto. O aumento veio após queda de 3,1 pontos no mês anterior. A queda foi mais intensa para as famílias de menor poder aquisitivo, o ICC-R1 caiu 8,7 pontos, influenciado pela piora na situação financeira das famílias.

Gostaria de ter orientação sobre como investir e onde? Preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentos poderá ajudar em sua jornada.