A regra que previa tarifa zero para mais da metade da importação do etanol, criada em 2010, não será renovada pelo governo brasileiro.
Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos
De acordo com a determinação, válida a partir desta segunda-feira (31), o imposto de importação sobre o produto passará a incidir sobre todo o etanol que entra no País.
A alíquota de 20% será colocada em cima do produto e atingirá, principalmente, o comércio do Brasil com os Estados Unidos.
O que muda com o fim da alíquota zero do etanol?
A regra anterior estabelecida que, para os primeiros 750 milhões de litros que entrassem no Brasil a cada ano, haveria isenção da taxa de importação.
A partir desta segunda, qualquer quantidade que entre no País terá 20% de alíquota.
Em 2019, o Brasil importou 1,457 bilhão de litros de etanol, sendo 1,321 bilhão de litros – mais de 90%, dos Estados Unidos.
Neste ano, até o mês de julho, o Brasil já tinha importado 841 milhões de litros de etanol, 141 milhões acima da taxa isenta, sendo 88,82% dos Estados Unidos.
Trump pode “dar o troco”
Segundo Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, há a possibilidade de o país “dar o troco” no Brasil por conta do fim da isenção.
Trump falou, no fim do mês de julho, que era favorável não apenas à renovação da cota zero, mas à eliminação de todas as taxas sobre o etanol que os EUA vendem para o Brasil.
Aumente seus ganhos. Consulte nossa Planilha de Monitoramento de Carteira
Setor sucroalcooleiro comemora decisão
O setor sucroalcooleiro, formado pelas indústrias de cana de açúcar, comemorou o fim da taxa zero sobre a importação do etanol.
Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar, comentou ao portal G1 que o país tem capacidade de aumentar a produção e assegurou que não há risco de escassez de etanol ou de aumento do preço para o consumidor final, seja qual for a atitude dos EUA a respeito.
“Nós enxergamos que essa decisão é absolutamente acertada e os interesses brasileiros foram os que prevaleceram nesse momento importante pra indústria e pro país”, pontuou.
“Os americanos não aceitaram oferecer qualquer contrapartida como, por exemplo, uma isenção pra tarifa de importação lá do nosso açúcar, que hoje é de 140%”, emendou.






