O estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional cresceu 1,2% em julho sobre junho, a R$ 4,3 trilhões, equivalente a 52,6% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central nesta sexta-feira (27). A projeção do mercado era por 0,8%.
No período, houve desaceleração da carteira de crédito para pessoas jurídicas, de 14,8% para 13,6%. De forma contrário, as operações de crédito destinadas às famílias seguiram em aceleração, de 17,5% para 18,2%.
No mês, a inadimplência no segmento de crédito livre subiu a 3%, ante 2,9% em junho. Já o spread bancário no mesmo segmento foi a 21,7 pontos percentuais, acima do patamar anterior de 21,5 pontos.
O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, permaneceu estável no mês (17,3% a.a.) e diminuiu na comparação com igual mês do ano anterior (-0,9 p.p.).
Para a equipe de Macro & Estratégia do BTG Pactual (BPAC11) digital, o avanço do cronograma de vacinação e, consequentemente, da mobilidade social, a confiança do consumidor e o mercado de trabalho devem seguir a tendência ascendente verificada nos últimos dados, propiciando a continuidade de dados positivos para o segmento de crédito.
Por outro lado, o ciclo de alta da taxa Selic pode desestimular o crescimento do crédito em alguns segmentos.

Reprodução/Banco Central