Confira no EQI News de hoje (14/03/2018): Petrobras fecha 2017 com prejuízo milionário – Na política, risco de crise institucional entre Michel Temer e STF.
Prejuízo, de novo!
A Petrobras fechou 2017 com perda de R$ 446 milhões. Foi o quarto ano seguido de prejuízo. O principal impacto foi o acordo fechado com investidores nos Estados Unidos, mas também houve influência da adesão a programas de regularização de débitos federais. A Petrobras informou que, sem o acordo com os investidores americanos, o resultado teria sido um lucro de pouco mais de R$ 7 bilhões de reais.
Positividade, sempre…
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse durante o Fórum Econômico Mundial, em São Paulo, que o crescimento da economia brasileira deve se estabilizar em torno dos 3% ao ano. Isso, segundo o ministro, depois que as reformas promovidas pelo governo Michel Temer surtirem efeito. Para Meirelles, esse seria o crescimento possível sem pressões inflacionárias, que obriguem o
Banco Central a aumentar o juro básico para esfriar a economia. Adeus, dívidas. E complementando a notícia anterior… A queda da taxa básica de juros para 6,75% ao ano reduziu o custo de captação no mercado de capitais a tal ponto que está levando as empresas a aumentar o pré-pagamento de dívidas. Esse movimento alcança, inclusive, o BNDES. Nos dois primeiros meses deste ano, a quitação antecipada de dívida com o banco foi de R$ 2 bilhões de reais.
Crise institucional?
A manchete do portal Infomoney diz que a relação entre o governo do presidente Michel Temer e uma porção majoritária do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a apresentar riscos de uma crise institucional. Desde fevereiro, com as declarações de Fernando Segovia – na época diretor da Polícia Federal – sugerindo falta de indícios na investigação contra Temer no Inquérito dos Portos, o clima entre os poderes já estava balançado. Recentemente, a coisa piorou com a quebra do sigilo bancário do presidente por autorização do ministro Luís Roberto Barroso. Sem falar na decisão do magistrado que mudou o decreto de indulto natalino do governo.